Blog da Luciana
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Apagão é resultado da falta de investimento
12 de novembro de 2009
O apagão virou disputa política entre o governo e o PSDB. A questão é que ambos são responsáveis pelo que aconteceu pois o apagão foi resultado de décadas de pouco investimento em infraestrutura e tecnologia. Sobra gás no Brasil, mas as termelétricas do Sudeste não estão em funcionamento. Mesmo que tenha ocorrido um fator climático, os efeitos seriam menores se os investimentos fossem maiores e não fôssemos tão dependentes das hidrelétricas. Tem que diversificar. O problema é que investimento em infraestrutura desse tipo não dá votos imediatos, pois leva tempo e não tem visibilidade. A importância só aparece quando acontece algo de ruim, como ocorreu no governo FHC, aquele grande apagão e racionamento de energia. Mas não seria preciso parar de gastar no que dá votos, como o Bolsa Família por exemplo. Basta que o governo pare de gastar em juros, que consomem bilhões todo ano, e daria para modernizar toda a infraestrutura elétrica do país. Mas aí mexe com os interesses dos bancos e grandes especuladores, que hoje são muito amigos do Lula e do PT.
Empresas poluidoras fazem lobby com sucesso contra redução das emissões de gases estufa
11 de novembro de 2009
Faltam 25 dias para a conferência de Copenhague, que deve estabelecer um acordo para reduzir a emissão de gases-estufa, principais responsáveis pelo aquecimento global que ameaça o planeta. Manifestantes têm se reunido diante do Centro de Convenções da ONU, em Bancoc, onde ocorrem as conversas preparatórias à convenção, que acontecerá em Copenhague no dia 7 de dezembro. Os protestos são pelo pouco engajamento dos países, manifestado nas negociações. O Brasil também não está colaborando como deveria. Depois de ter sinalizado que evitaria um compromisso ambiental, o governo Lula recuou diante das pressões e deverá estabelecer uma meta "voluntária", que pode ser de 40% de redução até 2020. O lobby das empresas poluidores é muito forte, que vão aos encontros internacionais para convencer os países a adotarem suas sugestões. O objetivo delas é atrasar os cortes de emissões e incluir no texto do acordo de Copenhague uma série de concessões para reduzir custos. O governo brasileiro, com sua proposta de redução voluntária segue a orientação dessas empresas cujo principal objetivo segundo John Novak, do Instituto de Pesquisas em Energia Elétrica, é impedir "uma redução obrigatória em menos tempo do que a tecnologia suporta". A Shell vem investindo esforços no "convencimento" do governo brasileiro, diz David Hone, assessor climático da multinacional. A situação é grave. O planeta está ameaçado e os governos vêm cedendo aos interesses das grandes empresas poluidoras. A conferência de Copenhague pode acabar sem garantir nada, e o Brasil com sua proposta de redução voluntária faz o jogo das empresas.
Lula, não discrimine Porto Alegre!
10 de novembro de 2009
Porto Alegre foi pré-selecionada para sediar a Copa de 2014 e o metrô é uma das obras necessárias para que isso se concretize. No entanto nossa cidade está sendo vítima dos governos. Parece que nenhum deles - federal, estadual ou municipal - está realmente interessado em garantir o metrô. O ministro das Cidades diz que não há recursos pra o metrô de Porto Alegre. A deputada do PT que perdeu a disputa da prefeitura de Porto Alegre reclama da inoperância do prefeito e da governdora, mas nada diz sobre o seu governo, que é o maior responsável por garantir os recursos. Yeda está noutro mundo e o prefeito Fogaça está mais interessado nos Portais do que no Metrô, isso ficou claro durante a campanha eleitoral do ano passado. Um simples Gre-Nal no Beira-Rio e a cidade fica com o trânsito caótico. Vocês já imaginaram o caos que vai ficar a nossa cidade durante a Copa - se ela vier mesmo para Porto Alegre - sem o metrô? Lula, não discrimine Porto Alegre, nós também precisamos do metrô!
“Geyse” saiu da TV para a vida real e foi expulsa!
9 de novembro de 2009
A expulsão da aluna da Uniban por usar roupas supostamente inadequadas ao ambiente universitário é uma afronta às décadas de luta das mulheres por respeito e liberdade. Todos os dias a televisão estimula as mulheres e meninas a exibir seu corpo, a ter um comportamento sensual, a seduzir os homens. Isso está nos comerciais de televisão, nas novelas, até nos desenhos animados a que as crianças assistem. Se isso é bom ou ruim é outra discussão. Mas quando esse comportamento aparece na vida real e uma Geyse surge na universidade no mesmo estilo que, por exemplo, a personagem de Giovana Antonelli na novela das 8 vai trabalhar, aí é considerado provocação? Inaceitável! Quem merece punição são os que incitaram a violência contra Geyse, ameaçaram estuprá-la, a constrangeram e humilharam. Esse é o comportamento inadequado ao ambiente universitário, que deveria ser de tolerância, democracia e pluralidade. Ninguém é obrigado a gostar das roupas ou do comportamento de Geyse. Ela está apenas seguindo os padrões ditados pelos meios de comunicação, mas não oferece ameaça a ninguém. Já os selvagens que a agrediram, sim.
O dilema de Yeda
6 de novembro de 2009
Acossada pelas denúncias de corrupção que corroeram a sua credibilidade, Yeda contratou uma consultoria para melhorar sua imagem. A jogada de hoje, com o anúncio de aumentos para servidores, é parte dessa estratégia. Puro marketing, como se vê pelas reações indignadas dos dirigentes do CPERS/Sindicato e da Associação dos Cabos e Soldados. Mas pode funcionar junto ao público mais desavisado. Na realidade, Yeda quer muito ser candidata à reeleição, mas seus índices de rejeição são altíssimos e os próprios tucanos reconhecem nos bastidores que ela só poderá ser candidata se reduzir pela metade a rejeição nos próximos 3 meses. Missão impossível. A outra alternativa que está sendo cogitada, e articulada principalmente pelos líderes nacionais do PSDB, é Yeda renunciar ao cargo em abril e se candidatar a deputada federal, garantindo imunidade parlamentar para enfrentar os processos que já tramitam e os que ainda virão contra ela. Se ficar no cargo até o fim, em janeiro Yeda será uma cidadã comum, sem nenhuma imunidade ou foro privilegiado. Perigosíssimo para ela. Serra não quer nem pensar em ter Yeda no seu palanque gaúcho, nem mesmo como governadora, e menos ainda como candidata. Ele já vai ter que carregar o fardo Eduardo Azeredo, que vai ser processado no STF por ser o pai do mensalão, e quer distância dos problemas de Yeda. Mas ela não quer sair antes pois tem medo do que o vice, Paulo Feijó, pode fazer nos 8 meses em que ficaria no cargo. Mais cobras e lagartos podem aparecer. Tomara!
Aberto o debate sobre o voto em Marina em 2010
4 de novembro de 2009
Um pouco timidamente, mas o debate já vinha acontecendo no PSOL sobre a possibilidade de apoio à Marina em 2010, diante da cada vez mais forte possibilidade de Heloísa concorrer ao Senado. Nos últimos dias a discussão esquentou. A própria Marina deu declarações dizendo que gostaria de contar com o PSOL, o que provocou a reação imediata de José Dirceu, certamente preocupado com a possiblidade de, junto com o PSOL, Marina se credenciar como uma alternativa à esquerda de Lula. O artigo de Roberto Robaina, presidente do PSOL gaúcho e membro da executiva nacional do partido, é muito útil para colocar o debate no patamar adequado: o voto é tático e por isso nem devemos embelezar Marina, ignorando as suas deficiências políticas e ideológicas, nem podemos cair no sectarismo propagandista que nos afasta do povo desacumulando o capital político que a duras penas conquistamos até agora.
Dia decisivo para os aposentados
Resultado da mobilização dos aposentados em todo o Brasil, o presidente da Câmara colocou em pauta o projeto que garante o mesmo reajuste do salário mínimo para todos os aposentados. Essa desvinculação entre o reajuste do salário minimo e as aposentadorias e pensões aconteceu no governo FHC, quando começou um arrocho brutal aos aposentados que ganham acima de um salário mínimo. O resultado é que o cidadão se aposenta ganhando, por exemplo, cinco salários mínimos, e em poucos anos está ganhando a metade. Na época, o PT foi contra, como foi também contra o fator previdenciário que faz um corte significativo nos valores no momento em que o cidadão se aposenta. Ao longo dos quase oito anos do governo Lula, o PT mudou de lado e passou a defender esses mecanismos perversos. O único petista que segue defendendo o fim do fator e da desvinculação é o senador Paulo Paim. O governo Lula não quer votar as propostas pois tem medo da pressão dos aposentados sobre os parlamentares. Quem vai ousar votar contra às vésperas de um ano eleitoral? O governo vai jogar pesado para impedir a votação.O mensalão não existiu?
3 de novembro de 2009
Beto Albuquerque depõe hoje como testemunha de defesa de José Dirceu no caso do mensalão. Ele vai dizer que o mensalão, organizado pela quadrilha de Dirceu - assim definida pelo procurador-geral da República - não existiu. A pretensa terceira via nas eleições para o governo do Estado do RS vem mostrando a sua face. Cortejam o PP e o PSDB, protagonistas destacados dos escândalos do Detran e assemelhados. Agora o deputado Beto serve de testemunha de defesa de Dirceu. Não preciso dizer mais nada. Só mais uma coisa: nosso pré-candidato, Pedro Ruas, vai segurar a bandeira da luta contra a corrupção com muita autoridade. O único.
Feriado tranquilo
2 de novembro de 2009
Uma dica para quem gosta, como eu, de ficar Porto Alegre nos fins de semana e feriados é ir no Parque Estadual de Itapuã, em Viamão. Da minha casa, que fica na tristeza, é pouco menos de 1 hora de viagem. É uma reserva ecológica, muito bem cuidada pelos funcionários da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Os habitantes do lugar são bugios e lagartos que eventualmente surgem no meio da vegetação. O lugar é lindo, tranquilo, sem a muvuca do nosso litoral, e no fim do dia da prá voltar prá casa. Dá prá fazer um piquenique ou até um churrasquinho, se chegar bem cedo pois as churrasqueiras ficam logo ocupadas. A água é limpa e sem perigos para as crianças. São três praias: da Pedreira, das Pombas e Praia de Fora. Vale a pena conferir!
Era uma vez uma esquerda no PT…
30 de outubro de 2009
A chamada esquerda do PT não tem mais nem discurso de esquerda. Arno Augustin, da mesma corrente do deputado estadual Raul Pont, que se apresentam como esquerda do PT, é secretário do Tesouro de Lula. Nesta quarta-feira ele esteve na reunião da CPI da Dívida Pública, e disse que a dívida está sob controle e pesa cada vez menos para o país,e também que os bancos não seriam os principais beneficiários do endividamento. Esqueceu de contar que o crescimento da dívida em apenas 16 dias representa mais que tudo que o governo federal gasta com saúde no ano inteiro. Somente nos primeiros 16 dias de outubro, esse processo já significou um crescimento de R$ 66 bilhões na dívida interna do Banco Central junto ao mercado, formada pelas chamadas “Operações de Mercado Aberto”, que possuem prazos curtíssimos. Somada à parcela da dívida do Tesouro Nacional junto ao mercado, a dívida interna total já soma R$ 1,881 trilhão!
Para quem gosta de estudar
29 de outubro de 2009
Uma boa dica para quem gosta de estudar marxismo, em particular Lukács, é o site do professor Sergio Lessa, prof. do Departamento de Filosofia da Ufal. Lá se encontra artigos e palestras dele próprio, dvds com aulas para baixar, publicações inéditas, traduções de Lucáks, Mészaros. Eu assiti o vídeo “Trabalho e sujeito revolucionário no debate contemporâneo”, um curso ministrado na pós-graduação da UFRN. Fiquei impressionada não só pelo nível de conhecimento do professor mas principalmente pela sua capacidade de transmitir esse conhecimento - coisa lamentavelmente rara nas universidades -, para não falar do entusiasmo que ele transmite aos alunos quando, ao explicar um problema teórico complexo, diz assim: “Olha só que legal.” E a gente acha legal mesmo! Vale a pena visitar: sergiolessa.com.
O futuro da América Latina em debate
28 de outubro de 2009
O golpe em Honduras escancarou mais uma vez a polarização política que vive o nosso continente. O golpe contra Chávez na Venezuela havia sido o ápice dessa tensão. Derrotados pelo povo que foi às ruas e trouxe seu presidente de volta ao poder, os golpistas seguem tentando derrotar a revolução bolivariana. Nesse meio tempo tivemos a eleição de Evo Morales na Bolívia e de Rafael Correa no Equador, países onde a tensão também é grande pois, assim como na Venezuela, lá também a burguesia local e o imperialismo não se conformam em perder o controle sobre os recursos naturais, especialmente petróleo, gás e terras. Em Honduras a desculpa para o golpe seria uma suposta tentativa de Zelaya de aprovar a possibilidade de reeleição. Na verdade, a direita quis evitar a convocação de uma Assembleia Constituinte que poderia, a exemplo de Venezuela, Equador e Bolívia, mudar a estrutura política do país, aumentando a participação popular e colocando os recursos naturais a serviço dos interesses nacionais. Lula é a ponta mais atrasada desse processo, e acaba funcionando como uma espécie de "contra-exemplo" para os governos direitistas, como o de Uribe na Colômbia, criticarem a suposta radicalização de Chávez e seus aliados. Vamos fazer esse debate amanhã, quinta-feira, às 19h na sala 601 da Faculdade de Educação. Estarei eu, que estive acompanhando as eleições no Uruguai, a Fernanda Melchionna, que esteve no Peru como delegada ao encontro dos estudantes do Partido Nacionalista, e o Rodolfo Mohr, nosso jovem que esteve acompanhando a luta contra o golpe em Honduras. Aberto a todos os interessados!
1989 – O ano que mudou o mundo
27 de outubro de 2009
Excelente registro histórico do jornalista norte-americano Michael Meyer sobre os acontecimentos que mudaram o mundo em 1989. "1989 - O ano que mudou o mundo" relata os bastidores dos acontecimentos que nossa geração assitiu pela televisão, e talvez não tenha tido, na época, sua total dimensão. Na Polônia, Meyer acompanhou o renascimento do sindicato Solidariedade, cujo líder, Lech Walesa, viria a ser presidente. Na Hungria, o primeiro "furo" na cortina de ferro. Em Praga, Tchecoslováquia, ele esteve com Vaclav Havel, também futuro presidente daquele país quando aconteceu a Revolução de Veludo. Assistiu, ainda, a execução do ditador da Romênia Nicolae Ceausesco. Mas o momento culminante foi a queda do muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, que Meyer assistiu do lado leste da fronteira, e se juntou aos alemães que dançavam no alto do Muro da Vergonha.
Os acontecimentos de 1989 deixaram profundas marcas na esquerda de todo o mundo. Muitos lamentaram a "morte do socialismo", mas outros tantos, como eu, viram naqueles acontecimentos a rebelião de um povo cansado da opressão e da miséria, em um sistema que nada tinha em comum com a idéia generosa do socialismo de Marx, Lênin e Trótsky. Em busca de liberdades democráticas e do fim da penúria econômica, esses povos acreditaram que o capitalismo era o caminho, pois do socialismo só conheceram uma grotesca imitação. O livro de Michael Meyer nos conduz às entranhas desse processo, fornecendo elementos para que cada um chegue às suas próprias conclusões. A mais evidente, contrariando os profetas do capitalismo, é que a história não acabou.
Governar com Judas?
26 de outubro de 2009
A declaração de Lula, de que no Brasil Jesus teria que se aliar a Judas se quisesse governar, continua rendendo polêmica. Fui chamada a opinar em programa de rádio nesta manhã (9h30 na Gaúcha). Na verdade a discussão é sobre a legitimidade das alianças que Lula e o PT vêm fazendo, juntando-se a Collor de Mello, Sarney, Renan Calheiros e muitos outros da mesma espécie mas menos famosos. Tudo seria em nome da governabilidade, pois sem essas alianças Lula não conseguiria governar. Então quero discutir justamente isso. Afinal, para que tipo de medidas Lula necessita desses aliados? Seria para aumentar o salário mínimo, ou as aposentadorias? Seria quem sabe para acabar com o fator previdenciário que penaliza brutalmente quem vai se aposentar? Ou seria para implementar a proposta que regulamenta o imposto sobre grandes fortunas (aliás, proposta de minha autoria que há mais de ano aguarda votação)? Ou seria para a ampliação dos gastos na saúde ou educação, cortando as despesas com a dívida pública, que de fato é a maior no orçamento de cada ano? Não, nada disso. Lula precisa dessa base de sustentação para fazer o exato inverso disso tudo. Por exemplo, para impedir que o projeto que acaba com o fator previdenciário e o que aumenta as aposentadorias e pensões seja votado na Câmara. Para isso ele conta com os precisos apoios de Michel Temer, presidente da Câmara, e do PMDB, que controlando a pauta das sessões não põe as propostas em votação. Dou esse exemplo bem concreto para que todos compreendam o mecanismo da governabilidade. Ela serve para que medidas contra os interesses do povo sejam aprovadas ou mantidas, e não o inverso. Para aprovar medidas populares, o governo não necessitaria negociar com nenhum Judas. A pressão popular se encarregaria de garantir a governabilidade. Quem precisa de um Judas para se garantir é por que não está fazendo coisa boa!
O debate sobre 2010 no PSOL
22 de outubro de 2009
A executiva nacional do PSOL, sabiamente, adiou a conferência eleitoral do partido para março do ano que vem. Crescem as chances de Heloísa Helena disputar o Senado, e o próprio diretório estadual de Alagoas solicitou a abertura da discussão sobre quem deve substituí-la na disputa presidencial. Três nomes já foram apresentados: Plínio de Arruda Sampaio, Milton Temer e Babá. Quero deixar meu testemunho sobre os dois últimos. Além da grande amizade que tenho com eles, Milton Temer e Babá são fundadores do PSOL, assim como eu e Heloísa Helena. Rompemos juntos com o PT, enfrentamos o desafio de coletar meio milhão de assinaturas para fundar o partido, e compartilhamos a análise da falência do PT a partir do momento em que Lula deu continuidade às políticas de FHC, com a reforma da previdência, Henrique Meirelles no Banco Central, Sarney et caterva como aliados, e fundamentalmente compartilhamos a necessidade de começar ainda em 2003 a construir uma alternativa. Se não tivesse sido assim o PSOL não poderia ter disputado a eleição de 2006, o que foi decisivo para nossa construção. Há ainda a possibilidade de apoio à Marina, debate que Heloísa solicitou que fosse aberto na executiva nacional. Marina pode se converter em um símbolo progressivo e capitalizar o apoio daqueles que não querem a continuidade de Lula e nem a volta do PSDB. Isso vai depender do perfil que ela imprimir à sua candidatura e da campanha que fará. Se ela quiser mesmo se converter em uma alternativa vai ter que mostrar que de fato é diferente. O PSOL tem um bom debate pela frente.