Blog da Luciana

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Segue o diálogo com Marina

7 de dezembro de 2009
Por 41 votos a 19 o diretório nacional do PSOL decidiu seguir as conversas com Marina Silva, na tentativa de construir uma aliança para 2010. O debate durou quase doze horas, e foi bastante produtivo. Uma nova configuração das forças internas do PSOL se desenhou, em comparação com o que ocorreu no Congresso do partido há cerca de 4 meses atrás. Como sabem os militantes, no Congresso do partido a APS cujo principal porta voz é Ivan, o Enlace (João Alfredo) e o CSOL que fizeram um bloco para disputar contra o MES e o MTL, e que chegaram a ensaiar mas recuaram na tentativa de tirar Heloísa Helena da presidência do partido. Este bloco não se manteve na primeira e fundamental reunião da Direção do partido. Desta vez nós do MES, o MTL e Heloísa travamos o embate político junto com a APS (Ivan), em torno da resolução que acabou aprovada por ampla maioria. A resolução não descarta a possibilidade de candidatura própria. E nem poderíamos descartar pois não sabemos ainda que frutos vamos colher do diálogo com Marina e há pontos políticos pendentes fundamentais para que seja viável apoiá-la. A começar por um discurso claro se postulando, não como continuidade, mas como uma alternativa pela esquerda do PT e, óbvio, do PSDB. Se a aliança não acontecer apesar dos nossos esforços políticos, estaremos em melhores condições para disputar a nossa base social, os 7 milhões de votos que Heloísa teve em 2006 e que podem naturalmente migrar para Marina. Nesse caso o PSOL terá candidatura própria - e deve ser um nome que esteve à frente da luta pela aliança. Na reunião do diretório, Heloísa disse que, nesse caso, teria imensa alegria de fazer campanha com Martiniano Cavalcante, dirigente do MTL, como candidato. É um ótimo nome, e mostra que o PSOL tendo candidato próprio também tem condições de realizar um bom trabalho.

O significado da tolerância com os “mensaleiros”

2 de dezembro de 2009
Ao contrário do que disse o presidente Lula, as imagens que mostram Arruda recebendo propina falam por si mesmas. Que tipo de defesa pode alguém ter diante de imagens tão contundentes? Mas os Demos, com medo do que Arruda possa fazer, ou dizer, resolveram dar uma aliviada e aguardar o desenrolar dos fatos. Esperam que a coisa esfrie, surja outro escândalo e fique tudo por isso mesmo. O PSOL, que não tem representação na Câmara Legislativa do DF, foi o único partido a entrar com o pedido de impeachment de Arruda. Exatamente como aconteceu aqui no RS. Mesmo sem deputado estadual, foi o PSOL o único partido que pediu o impeachment de Yeda e foi o principal protagonista da luta contra a governadora, junto aos servidores públicos. Digo isso por que de escândalo em escândalo a população vai ficando cada vez mais cética, descrente da política, e acaba colocando todo mundo no mesmo saco. É fundamental lembrar que tem gente que não faz parte desse jogo, que há pelo menos um partido neste país que não está envolvido em escândalos, e que não é conivente ou tolerante com a corrupção. Tem gente que acha isso pouco, que diz que o partido que tomar a luta contra a corrupção como sua principal bandeira vai acabar enforcado nas próprias cordas, como aconteceu com o PT. Não concordo. É verdade que a corrupção é endêmica no Brasil e portanto nenhum partido está totalmente livre de ver um dos seus envolvido em algum ato ilícito ou supeito. A questão é como cada um reage diante dos fatos. PT, PSDB e agora DEM mostraram tolerância com os seus mensaleiros. É a prova de que a prática, se não disseminada, no mínimo é recorrente e conhecida no partido deles.
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