Blog da Luciana
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Balanço do Congresso do PSOL para os militantes
24 de agosto de 2009
Reproduzo o texto assinado por Roberto Robaina de balanço do nosso congresso, com o qual estou de pleno acordo.
“O risco que corre o pau, corre o machado”
23 de agosto de 2009
Yeda agora tem duas mortes nas costas. Depois de Marcelo Cavalcante, o assassinato do companheiro do MST na fazenda Southall também não foi um mero acidente. Foi resultado de uma política deliberada de tratar os movimentos sociais com truculência, violência e desrespeito. Há algumas semanas comentei neste blog que Yeda estava se aconselhando com o cel. Mendes, seu ex-secretário de segurança e hoje juiz militar. Foram os conselhos dele que levaram a Brigada a ir com armas de fogo realizar a desocupação, desrespeitando todos os protocolos internacionais e nacionais de civilidade no tratamento das causas sociais, em especial da reforma agrária. A paz no campo só vai ser conquistada com reforma agrária e respeito aos movimentos sociais. De outra forma, o círculo da violência não se interromperá. Aqui no Congresso do PSOL, em SP, os companheiros do MTL - Movimento Terra Trabalho e Liberdade cantam um hino que demonstra o que pode acontecer se o governo segue na linha de violência contra quem luta: "O risco que corre o pau, corre o machado, não há o que temer. Aqueles que mandam matar, também tem que morrer." Por isso seguimos insistindo: Fora Yeda e sua corja!
Congresso do PSOL já é vitorioso
21 de agosto de 2009
No primeiro congresso fioram 7 mil militantes reunidos para eleger os delegados. Neste foram mais de 12 mil. O crescimento do PSOL é evidente. Na luta contra a corrupção, em defesa das reivindicações dos trabalhadores, denunciando a política como um balcão de negócios e mostrando que não somos parte deste esquema. É assim que o PSOL vem crescendo e se consolidando como uma alternativa à falsa polarizaçao entre o PT e o PSDB. AS divergências e o debate político tem que servir para avançarmos e sairmos unidos para enfrentar a burguesia e o imperialismo.Com Heloísa Helena à frente. Ela é a cara do PSOL!!
Crise no PT
20 de agosto de 2009
Marina Silva anunciou sua saída do PT. O senador Flávio Arns também. O líder da bancada no Senado, Aloísio Mercandante, pediu demissão do cargo. Os dois últimos por constrangimento diante do voto da bancada petista no Conselho de Ética, pelo arquivamento de todas as representações contra Sarney. Marina sai por que percebeu que não há mais espaço no PT para lutar por uma política ambiental consequente. Como ministra foi derrotada em todas as batalhas importantes que travou. Vai ser candidata a presidente pelo PV, e deve ser uma pedra no sapato de Dilma. Para nós que deixamos o PT no final de 2003, as conclusões expressas por esses senadores hoje não são novidade. O que o senador Arns disse - que foi o PT que abandonou suas bandeiras, e não ele - nós dissemos nos primeiros meses do governo Lula. Não é demais lembrar que o primeiro confronto de Heloísa Helena com o governo foi por que a bancada (com destaque para Mercadante), a mando de Lula, queria obrigá-la a votar em Sarney para presidente do Senado. Isso foi em fevereiro de 2003. Muitos diziam que ela era intransigente. Naquela época o governo Lula estava recém começando, e só os "radicais" ousavam ser uma voz discordante. Agora é mais fácil discordar, depois de tantas traições, mensalões e tudo mais. Mas não deixa de ser importante. A posição deles reflete, com certeza, as conclusões, e a pressão, de amplos setores da sociedade que perderam definitivamente as ilusões.
Seminário muito interessante
19 de agosto de 2009
A minha participação no seminário da Fundação Lauro Campos, ontem, foi muito produtiva. Pela manhã tivemos um interessante painel sobre a situação econômica mundial com os economistas François Chesnais (França), Jorge Bernstein (Argentina) e Leda Paulani (Brasil). Para sintetizar uso uma frase do professor argentino: "Não estamos vendo o início do fim da crise, como muitos dizem, mas sim o fim do seu início." Em seguida participei de painel com vários camaradas latino-americanos, inclusive um dos líderes da resistência ao golpe em Honduras. Eles estão hoje no dia 53 da resistência, mantendo uma média de 100 mil pessoas todos os dias nas ruas do país, protestando contra o golpe. Apesar da retórica de Obama, está claro que a CIA está por trás do golpe. Na verdade há uma contra-ofensiva imperialista na América Latina, uma reação à existência de governos como o de Venezuela, Equador e Bolívia, que romperam com a dependência política do imperialismo e estão implementando políticas soberanas. O golpe em Honduras e as novas bases militares na Colômbia são uma expressão clara dessa tentativa de desestabilizar esses governos e derrotar os povos que começaram a conquistar sua verdadeira independência. No Brasil, estamos muito atrás. Lula não é o Uribe, da Colômbia, mas cumpre o nefasto papel de bombeiro na América Latina, contraponto às políticas de enfrentamento ao imperialismo levadas adiante em Venezuela, Equador e Bolívia. Por exemplo, enquanto na Bolívia eles estão nacionalizando o gás, aqui o nosso subsolo está nas mãos de Daniel Dantas. No Equador foi realizada a auditoria da dívida e aqui Lula segue sem questionar a sangria de recursos que consome 30% do orçamento do país em juros.
Luta anti-imperialista na América Latina
18 de agosto de 2009
Estou em São Paulo para participar do Seminário Internacional do PSOL e da Fundação Lauro Campos 'Crise: respostas e iniciativas na América Latina e no Mundo', que ocorre até amanhã. O evento está ocorrendo num momento especial da situação mundial, marcado pela crise econômica global e, em particular, pela dinâmica latino-americana repleta de acontecimentos, dentre os quais, vale destacar o golpe direitista em Honduras. Serei palestrante do painel 'Luta anti-imperialista na América Latina', às 17h, que também terá como foco a solidariedade a Honduras. Heloísa Helena e personalidade de diversos países também estão entre os painelistas.
Cabeças mais rápidas que os pés
16 de agosto de 2009
No bric da Redenção, neste domingo, pude comprovar mais uma vez que a proposta de impeachment da Yeda está sendo abraçada pela população. Algumas dezenas de militantes do PSOL colheram 1500 assinaturas em nosso abaixo-assinado pelo impeachment, em cerca de 2 horas. Ainda temos mobilizações de rua do tamanho necessário para derrubar Yeda, mas elas vem crescendo. Na passeata da última sexta feira vimos que setores, como a CUT, que não defendiam o impeachment, agora aderiram ao Fora Yeda, lançado pelo PSOL. Isto é resultado da indignação e da consciência popular de que é preciso derrubar o governo. A cabeça das pessoas ainda está andando mais rápido que os pés. Mas isso pode mudar. Com o início das aulas o movimento estudantil pode fazer a diferença. E a CPI será um palco, onde serão exibidas as mazelas do governo. E no que depender do PSOL, os deputados vão sentir a pressão aumentar.
Revista Voto está com Yeda
12 de agosto de 2009
Leiam a carta que enviei ao editor e à diretora-executiva da Revista Voto.
Não podemos ficar parados!
A plenária de ontem do PSOL demonstrou a disposição da nossa militância em seguir adiante na luta contra Yeda. Não podemos ficar esperando pela decisão da Justiça, nem muito menos pela boa vontade da Assembleia Legislativa, que tem sido um verdadeiro bunker de impunidade para Yeda e seus comparsas. O PSOL vai se empenhar em mobilizar a população para pressionar os deputados a abrir o processo de impeachment imediatamente. Para isso estamos apoiando a iniciativa do Fórum dos Servidores, que convocou mobilização para esta sexta-feira, às 11h, na frente do Palácio. Além disso vamos fazer uma grande campanha de abaixo-assinado exigindo o IMPEACHMENT JÁ. O lançamento da campanha será domingo no Brique.Aumentar a pressão
11 de agosto de 2009
Os depoimentos e escutas telefônicas constantes do processo do MPF são muito consistentes na demonstração do que nós já chamávamos de "verdadeira quadrilha instalada no Palácio Pirantini". Definição, aliás, utilizada também pelos procuradores na sua peça inicial. Nas escutas telefônicas, são várias as passagens que dão a entender claramente o conhecimento e o beneficiamento de Yeda com os desvios no Detran. O fato da juíza ter negado o afastamento liminar dos acusados não significa que as acusações não sejam graves. É evidente que ela sofreu pressões contrárias muito fortes. Imaginem o que significa para uma juíza de Primeira Instância em Santa Maria assumir a responsabilidade de afastar uma governadora do seu cargo, quando há inclusive questionamento sobre a legitimidade do Foro. O fato é que não podemos confiar apenas na Justiça, muito menos na Assembleia Legislativa. É preciso intensificar a pressão contra Yeda. A mobilização do dia 14 será importante e, nós do PSOL, vamos propor uma grande campanha de abaixo-assinado pró-impeachment.
Yeda é ré confessa
10 de agosto de 2009
A manobra jurídica da governadora, executada pelo mesmo advogado que foi o braço direito de José Otávio Germano na Secretaria de Segurança é uma espécie de confissão. Primeiro pelo advogado que ela escolheu. Justamento o adjunto na Secretaria de Segurança daquele que os próprios advogados que já viram a íntegra do processo apontam como o maior acusado pelas fraudes, o deputado José Otávio Germano. Mas não é só isso. O fato da alegação da governadora ser de que o MP não teria legitimidade para propor a ação, apontando a Assembleia Legislativa como o foro adequado para julgar a governadora é uma demonstração clara de que Yeda tem medo da Justiça. Se fosse inocente faria questão de defender-se e desmontar a ação do MP perante a Justiça. Ela escolheu contar com o usufruto da impunidade que a Assembleia Legislativa lhe tem assegurado até agora. A manobra isenta a governadora de defender-se no mérito das alegações dos procuradores. Com certeza por que é indefensável.
Agora acabou!
8 de agosto de 2009
Se alguém ainda tinha dúvidas, agora acabou. E junto acabou também o governo Yeda Crusius. A semana foi pesada. Primeiro a coletiva do MP, com pedido de afastamento e bloqueio de bens da governadora e mais 8 figuras do seu establishment político. Os réus e seus defensores ainda se agarraram ao segredo de justiça. Mas para dar satisfações à sociedade, até parte da base governista teve que assinar a CPI, numa clara manobra protelatória para afastar a pauta do impeachment. Não conseguiram. O PSOL e o CPERS seguiram levantando a necessidade do impeachment, com afastamento imedidato da governadora. A OAB declarou não descartar o apoio, mas queria ver o processo. O presidente da entidade, Cláudio Lamachia, foi a Santa Maria e voltou com cópia do processo. Divulgados os trechos não cobertos pelo sigilo bancário fiscal e telefônico completou-se a bomba, junto com as gravações do diálogo Lair-Marcelo Cavalcante, onde fica clara a participação da governadora e de seu marido no roubo. Alguns ainda vão dizer que falta ver se as provas constantes nos autos do processo sustentam as acusações dos procuradores. Não tenham dúvidas. Esses 6 procuradores não estavam brincando em serviço, e nem iriam arriscar as suas carreiras num confronto em que não estivessem muito bem calçados.
Fim do sigilo só para os deputados é absurdo
7 de agosto de 2009
A juíza Simone Fortes, responsável pelo inquérito contra a governadora, decidiu franquear acesso ao processo apenas aos deputados estaduais, sem acabar com o sigilo do processo. Considero lamentável que a população não possa saber oficialmente o conteúdo do processo. A questão é que esse maldito sigilo está servindo de desculpa para os que querem segurar Yeda, alegando que não sabem qual a gravidade das acusações que pesam sobre ela. Como assim? Agora não é o PSOL, nem o vice-governador, nem um ex- aliado, é o Ministério Público, através de 6 procuradores, que pediu o AFASTAMENTO da governadora! Evidente que isso significa que as acusações são gravíssimas e a necessidade de iniciar o processo de impeachment. Assim, ela seria imediatamente afastada, até a conclusão do processo, durante o qual ela teria ainda todas as oportunidades de se defender, ou de renunciar, o que seria bem melhor para o povo gaúcho!
Hora do impeachment
5 de agosto de 2009
Acabo de ouvir no rádio que os deputados do PDT que não haviam assinado a CPI mudaram de idéia e resolveram assinar. Tarde demais! Falar em CPI agora é uma manobra protelatória para que não seja votado o impeachment, única medida que pode recuperar parte da credibilidade perdida pela Assembléia Legislativa por ter ficado todo este tempo inerte diante da roubalheira no Piratini. Estivemos agora a tarde na Assembléia apresentando um requerimento para a votação imediata do pedido de impeachment apresentado pelo PSOL em junho de 2008. A Assembléia Legisaltiva ficar totalmente desmoralizada se não votar o impeachment imediatamente. Se não o fizer, Yeda será afastada por medida judicial e os deputados vão assinar seu atestado de incompetência e prevaricação.