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	<title>Luciana Genro &#187; internacional</title>
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		<title>Anticapitalistas europeus unem-se contra crise</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 11:05:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[crise]]></category>
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		<description><![CDATA[Partidos se mobilizam contra planos de austeridade dos governos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paris, 15 de junho &#8211; Vários membros de partidos anticapitalistas europeus, entre eles, Olivier Besancenot (NPA), se reuniram nesta terça-feira para “dar fé das resistências” aos planos de austeridade dos governos da UE, com a ideia de creir uma “esquerda anticapitalista europeia”. “Se quer avançar na construçã de uma esquerda anticapitalista europeia”, declarou à imprensa Besancenot antes de um encontro anticapitalista europeu em La Mutualité, que reunia outros seis dirigentes europeus. Uma nova conferência desses partidos pode ocorrer em setembro ou outubro, com o objetivo de tornar “mais visível” a futura formação com, em particular, “campanhas comuns sobre os salários, os serviços públicos, a divisão das riquezas”, inclusive com um símbolo ou até um porta-voz comuns.</p>
<p>O encontro de terça-feira estava destinado a “testemunhar sobre as resistências e mobilizações em relaçã aos diferentes planos de austeridade” e a mostrar que uma “esquerda de resistência anticapitalista faz proposições” em toda a Europa, disse Anne Leclerc (NPA).</p>
<p>Antes do encontro, Tassos Anastasios, da coalizão grega Antarsya, fustigou o governo Papandreu, que havia “prometido aumentos salariais superiores à inflação” durante sua campanha e hoje “bloqueia e baixa os salários”.</p>
<p>Miguel Urban (Izquierda Anticapitalista) ironizou sobre o governo espanhol (PSOE) &#8220;que continua se denominando socialista e operário, quando propõe reformas drásticas”.</p>
<p>“Não temos que pagar por esta crise”, “é preciso apontar os verdadeiros culpadoes”, não “bodes expiatórios, como os trabalhadores imigrantes”, afirmou Chris Bambery (SWP inglês). E “não permitir aos rentistas atacar as classes trabalhadoras”, acrescentou Joe Higgin (eurodeputado irlandês), que chama uma semana de mobilização, de 21 a 28 de junho.</p>
<p>Para Andrej Hunko (deputado de Die Linke, na Alemanha), se trata de “organizar as resistências e reconstruir a equerda”.</p>
<p>Todos disseram que esperam uma “greve geral” pelo final de setembro em toda a Europa. Mas “isso não está decretado”, é uma proposição que se levará aos fóros, às reuniões, que seria uma &#8220;verdadeira novidade”, segundo Besancenot, que quer mostrar que os anticapitalistas “têm soluções alternativas para a construção de uma Europa diferente”.</p>
<p><em><br />
Fonte: AFP</em></p>
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		<title>Honduras: líder da resistência fala ao Congresso</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 11:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria</dc:creator>
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		<category><![CDATA[câmara]]></category>
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		<description><![CDATA[Juan Barahona relatou ao Brasil violação aos direitos humanos em seu país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7035" class="wp-caption alignleft" style="width: 335px"><a href="http://www.lucianagenro.com.br/wp-content/uploads/2010/06/barahona_bsb.jpg"><img class="size-full wp-image-7035" title="barahona_bsb" src="http://www.lucianagenro.com.br/wp-content/uploads/2010/06/barahona_bsb.jpg" alt="" width="325" height="207" /></a><p class="wp-caption-text">A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Iriny Lopes (PT/ES), recebeu as denúncias de Juan Barahona</p></div>
<p>Por solicitação da deputada Luciana Genro, a audiência aconteceu na última semana, com as presenças dos deputados Chico Alencar (PSOL/RJ) e Domingos Dutra(PT/MA), que se comprometeram em fazer o possível para encaminhar as denúncias de violação dos direitos humanos, como também se solidarizar com o povo de Honduras pelos ataques aos direitos democráticos, e denunciar a falta de liberdades políticas naquele país. As reivindicações da oposição hondurenha, liderada por Juan Barahona, movimentos sociais e trabalhadores são:</p>
<p>1) Assembleia Constituinte,<br />
2) Não-reconhecimento do atual governo pela comunidade internacional, assim como fez a Unasul,<br />
3) Que o presidente exilado Manuel Zelaya retorne ao país com todas as garantias de segurança e integridade,<br />
4) Que se reconheça a resistência como porta-voz das lutas do povo hondurenho,<br />
5) Que todos os exilados retornem ao país com segurança e direitos políticos garantidos.</p>
<p>No último processo eleitoral, partidos de oposição se retiram do pleito por não quererem colaborar com o reconhecimento de um processo ilegal.</p>
<p><em>Texto: Pedro Fuentes</em></p>
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		<title>PSOL realiza ato em solidariedade a Grécia e Honduras</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 12:11:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria</dc:creator>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[No Conclat, PSOL deu um passo à frente na política internacionalista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>No Conclat, o PSOL demonstrou sua solidariedade ativa aos povos em luta e deu um passo à frente na política internacionalista</em></p>
<p>Aproveitando o CONCLAT, o PSOL realizou uma importante atividade internacional, que unificou todas as forças internas do partido. O ato homenageou a luta dos gregos e hondurenhos e reuniu centenas de militantes. Sua qualidade política e democrática foi possível devido ao acúmulo internacionalista do PSOL, que deu saltos a partir do Seminário Internacional de agosto de 2009.</p>
<p>Graças ao trabalho de estreitamento político com organizações socialistas aliadas, o PSOL garantiu uma delegação internacional de grande representatividade e qualidade política no CONCLAT. Estiveram presentes: Sotiris Martalis, da Grécia, membro da direção de SIRYZA (Coalizão de Esquerda Radical) e da Federação de Trabalhadores do Serviço Público; Juan Barahona, principal líder da Frente Nacional de Resistência Popular de Honduras (FNRP). Também foram convidados a usar da palavra Sergio Garcia, dirigente do MST da Argentina e Jean Puyades, do NPA da França</p>
<p>A iniciativa de trazer a Sotiris e Barahona foi da Secretaria de Relações Internacionais do PSOL junto com a Fundação Lauro Campos, e seu presidente Martiniano Cavalcante. Também juntas, a Secretaria e a Fundação produziram uma edição especial da Revista Socialismo e Liberdade sobre a crise econômica européia e os novos acirramentos da luta de classes. No Ato foi lançada a nova edição da Revista. O companheiro Rodrigo Paixão, do PSOL e da Intersindical, teve também um papel importante na conformação da delegação do PSOL no Congresso do CONCLAT é nesta  iniciativa.</p>
<p>A SYRIZA, organização de Sotiris Martalis, é uma frente que reúne 11 partidos da esquerda grega, e que tem sido um pólo de organização das manifestações massivas contra as medidas de austeridade do governo. Já a FNRP é a principal organização de massas hondurenha que combateu aguerridamente o golpe de Estado e não reconhece as eleições de novembro. Hoje é a maior força política e social representante de um projeto alternativo de poder para Honduras.</p>
<p>O ato foi organizado junto com Intersindical e MAS (Movimento Avançando Sindical), a atividade foi aberta pelo Secretário-Geral do PSOL, Afrânio Boppré, que falou da importância do estudo da dinâmica da crise, suas repercussões no Brasil e a necessidade de uma resposta unitária da esquerda. Em seguida, Pedro Fuentes , Secretário de Relações Internacionais do PSOL, apresentou os dois convidados, Sotiris Martalis da Grécia e Juan Barahona de Honduras. Homenageou a luta destes dois povos, e os presenteou com a camiseta do PSOL.</p>
<p>Sotiris Martalis tomou a palavra, e emocionou aos presentes: &#8220;Estamos construindo uma alternativa concreta de unidade entre trabalhadores da iniciativa privada e os trabalhadores do serviço público. A Grécia tem tradição de lutas populares, como demonstra o levante da juventude em 2008. Mas meu país é atualmente um laboratório das elites e de seus planos de austeridade, que são direcionados aos PIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha). Por isso, o que ocorre na Grécia pode se alastrar. Lá há um movimento sindical muito forte e com peso da esquerda. Estamos realizando novas iniciativas políticas conjuntas, a necessidade de levantar um plano econômico alternativo, e mais do que nunca, uma alternativa de esquerda unitária. Podemos ter, em breve, uma explosão social na Grécia, vai depender do esforço da esquerda para apresentar uma alternativa, para que não deixemos escapar uma eventual oportunidade de lutar por outro tipo de poder. SYRIZA está apostando nesta alternativa&#8221;.</p>
<p>Juan Barahona relatou a situação de truculência do Estado hondurenho, após o golpe que retirou Manuel Zelaya do poder. As perseguições e assassinatos clandestinos encomendados pelo Estado não param. Para o companheiro hondurenho, devemos &#8220;repudiar a repressão, que já vitimou uma centena de ativistas e dirigentes sindicais. O movimento popular deve articular esta demanda democrática, junto às suas bases, para levantar uma Assembléia Nacional Constituinte. Estamos nos organizando nos bairros mais pobres de Tegucigalpa para esta tarefa&#8221;. “Ressaltou que no primeiro de maio se fiz uma grande manifestação aonde participaram 400. Pessoas. Barahona reforçou o papel progressivo que cumpriram os países da ALBA para isolar o governo golpista de Pepe Lobo.</p>
<p>O Deputado Amauri Soares (MAS/Corrente Prestista) reafirmou a necessidade de uma nova organização Internacional. Fernando Silva, o Tostão, da Executiva do PSOL, ressaltou os elementos que compõem a nova fase da crise econômica, e como ela pode se desenvolver em 2011. Fabiano Garrido, da Secretaria de Comunicação do PSOL, ponderou que a unidade da esquerda não pode ser abstrata. Para ele &#8220;temos que somar forças já, na insistência pela Frente de Esquerda, que tem em Plínio Sampaio seu melhor nome e reserva moral dos socialistas brasileiros&#8221;.</p>
<p>Saudaram o evento Jean Puyades do NPA (França) e Sérgio Garcia do MST (Argentina). Sergio comparou a situação da Grécia atual com a Argentina em 2001, convocando a responsabilidade dos setores mais lúcidos da esquerda socialista.</p>
<p>Pedro Fuentes     encerrou o ato anunciando uma medida concreta de solidariedade internacional: a participação de Juan Barahona na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal em Brasília (junto aos deputados do PSOL) no dia 8 de junho. Garantiu que o intercâmbio com delegações gregas, brasileiras, argentinas, francesas, hondurenhas em solidariedade as novas greves gerais na Europa será permanente.</p>
<p>Foi um avanço para a atuação internacionalista de todo PSOL, pesando o fato de que o CONCLAT terminou frustrado, por responsabilidade dos intentos permanentes de assegurar sua hegemonia pelo PSTU. Para o PSOL, foi um passo adiante. O PSOL deve se orgulhar da aliança com SYRIZA, uma organização revolucionária ampla, com implantação na classe operária e participação ativa na vida política da Grécia. Além disso, o PSOL estreitou ainda mais suas relações com a resistência hondurenha, com quem têm que assumir mais resposavilidades.</p>
<p>Vários companheiros do PSOL viabilizaram importantes tarefas organizativas e políticas, entre eles Denise Simeão (imprensa), Thiago Aguiar (tradução), entre outros.</p>
<p>Esta atividade demonstra o caráter marcadamente internacionalista do PSOL, e lança novas tarefas e desafios. Novos passos são possíveis, porque uma grande maioria do PSOL tem atuado de forma unitária na militância internacional, engajando-se e colaborando reciprocamente. É indispensável que o PSOL seja cada vez mais internacionalista e, por isso, mais forte e unitário.</p>
<p>Pedro Fuentes<br />
Secretaria de Relações Internacionais PSOL</p>
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		<title>Comitê Gaúcho repudia bloqueio a Faixa de Gaza</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 12:58:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mais um navio de ajuda humanitária aos palestinos foi interceptado por Israel.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6918" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.lucianagenro.com.br/wp-content/uploads/2010/06/comite_palestina_post.jpg"><img class="size-full wp-image-6918" title="comite_palestina_post" src="http://www.lucianagenro.com.br/wp-content/uploads/2010/06/comite_palestina_post.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Wálmaro Paz</p></div>
<p>O Comitê Gaúcho de Apoio ao Povo Palestino realizou um ato de repúdio ao bloqueio marítimo imposto por Israel à Faixa de Gaza. O evento ocorreu no hall nobre da Assembleia Legislativa, na sexta-feira, 4, e teve a presença de palestinos que vivem no Rio Grande do Sul, apoiadores e militantes do PSOL .</p>
<p>Na madrugada de sábado, o Estado de Israel atacou mais um navio, de bandeira irlandesa, que levava 12 mil toneladas de alimentos e medicamentos aos palestinos da Faixa de Gaza. A  bordo do navio irlandês Rachel Corrie, estavam 15 ativistas, inclusive Mairead Corrigan, Prêmio Nobel da Paz de 1976, e Denis Halliday, ex-assistente do secretário-geral das Nações Unidas. Segundo as primeiras informações do governo israelense, a abordagem militar aconteceu com &#8220;a complacência&#8221; da tripulação.</p>
<p>O Free Gaza, um dos grupos que organizou a expedição humanitária, desmente o fato. &#8220;Ninguém no navio concordou com a abordagem. Ninguém no navio queria homens armados a bordo&#8221;, disse a organização por meio de mensagem divulgada no microblog Twitter.</p>
<p><em><br />
Fonte: <a href="http://www.fernandapsol.com.br" target="_blank"><strong>fernandapsol.com.br</strong></a></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bancada do PSOL condena ataque israelense a tropa humanitária</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 11:55:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria</dc:creator>
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		<category><![CDATA[bancada]]></category>
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		<description><![CDATA[Deputados lançam moção de repúdio à agressão à Frota da Liberdade e ao bloqueio na Faixa de Gaza.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A bancada do PSOL criticou, em discursos na Câmara, a ação terrorista e brutal do governo israelense contra navios que levavam ajuda humanitária à Faixa de Gaza. O ataque a seis navios da Frota da Liberdade, ocorrido na madrugada de segunda-feira, 31, resultou na morte de nove civis e provocou declarações condenatórias de várias partes do mundo. O PSOL apresentou uma moção de repúdio criticando o ato criminoso e brutal contra civis que iriam prestar ajuda humanitária.</p>
<p>O líder do PSOL, deputado Ivan Valente, classificou a ação da marinha israelense como “atrocidade” e afirmou que o Parlamento brasileiro tem a obrigação de condenar essa ação de violência inusitada, um ato de terrorismo de Estado, de pirataria em águas internacionais. Ele criticou também o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza. Ele anunciou que protocolou na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional requerimento para a realização de audiência pública com presença da cineasta brasileira Iara Lee, que estava numa das embarcações atacadas.</p>
<p>Segundo a deputada Luciana Genro, o ato terrorista do Estado israelense não é o primeiro cometido por aquele país. “É preciso questionar quando a comunidade internacional vai parar de passar a mão na cabeça de Israel, particularmente os Estados Unidos, e exigir que aquele país cumpra as resoluções da ONU, respeite o Estado palestino e os direitos dos palestinos, que lutam pelo direito humano básico de ter seu próprio país e de viver em paz na sua própria terra”, afirmou.</p>
<p>O deputado Chico Alencar criticou a posição do PSDB em somente assinar a moção conjunta da Câmara caso houvesse menção à Cuba. Ele lembrou que Cuba não tem nenhuma área sob domínio, nem faz bloqueio a nenhum território que não seja seu, que não consta que a marinha de Cuba tenha atacado qualquer navio em águas internacionais e que é inaceitável que embarcações com ajuda humanitária sejam invadidas por forças militares. “É bom sabermos que a própria população de Israel repudia esse tipo de ofensiva inaceitável. E temos sempre o dever de separar povos de governos. Muitas vezes, os governos não estão à altura dos povos que querem governar.”</p>
<p>Leia a Moção de Repúdio do PSOL:</p>
<p><strong>Moção de repúdio contra o ataque de Israel à Frota da Liberdade e o bloqueio na Faixa de Gaza<br />
</strong><br />
A Câmara dos Deputados manifesta seu repúdio ao ataque das forças militares de Israel contra a Frota da Liberdade e ao bloqueio imposto por este país à Faixa de Gaza. Na madrugada do dia 31 de maio, o Exército israelense abriu fogo contra um comboio de seis embarcações integrantes de uma missão humanitária internacional, que levava dez mil toneladas de mantimentos, remédios e produtos de assistência emergencial para a Faixa de Gaza. Não havia armas a bordo. Pelo menos nove ativistas da chamada Frota da Liberdade &#8211; como é conhecida a iniciativa &#8211; foram mortos a tiros e dezenas ficaram feridos.</p>
<p>Os choques ocorreram a bordo da maior embarcação, Mari Marmara, onde havia cerca de 500 ativistas, quando a frota ainda se encontrava em águas internacionais, a pouco mais de 70 km da costa de Israel. O país se antecipou à chegada dos ativistas, no que chamou de &#8220;ação preventiva&#8221;. A tripulação teria erguido, em vão, uma bandeira branca.</p>
<p>Uma das sobreviventes do ataque à frota é a brasileira Iara Lee, cineasta, que se encontra sob tutela das autoridades israelenses e deve ser deportada. Iara Lee declarou ter decidido participar desta missão por &#8220;acreditar de uma forma resoluta que ações não violentas são vitais para educar o público sobre o que está ocorrendo&#8221;. A brasileira já havia denunciado pela internet o cerco imposto por Israel às embarcações da Frota da Liberdade, uma ação que viola integralmente as leis e tratados internacionais.</p>
<p>O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse ser &#8220;vital investigação para determinar como esse derramamento de sangue teve lugar&#8221;. Governos como o da Turquia e da Grécia já retiraram seus embaixadores de Israel. O governo brasileiro manifestou consternação diante da notícia e chamou o embaixador israelense no Brasil para dar explicações. Em nota, o Itamaraty disse que &#8220;não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário&#8221;.</p>
<p>A Câmara dos Deputados soma-se a este protesto contra esta atitude brutal do governo de Israel contra civis desarmados, uma postura contrária aos princípios mais elementares de humanidade. Manifestamos ainda nossa posição contrária ao bloqueio da Faixa de Gaza, que transformou-se numa punição coletiva aos habitantes do território, violando também tratados e acordos internacionais sobre regiões de conflito.<br />
<em><br />
Brasília, 1 de junho de 2010.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.liderancapsol.org.br/" target="_blank"><strong>Liderança do PSOL</strong></a></em></p>
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		<item>
		<title>Cineasta judeu repudia ataque a navio humanitário</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 10:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria</dc:creator>
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		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[palestina]]></category>

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		<description><![CDATA[Silvio Tendler propõe que Simon Peres devolva Nobel da Paz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Carta ao governo Israelense<br />
</strong><br />
Srs. que me envergonham:</p>
<p>Judeu identificado com as melhores tradições humanistas de nossa cultura, sinto-me profundamente envergonhado com o que sucessivos governos israelenses vêm fazendo com a paz no Oriente Médio.</p>
<p>As iniciativas contra a paz tomadas pelo governo de Israel vem tornando cotidianamente a sobrevivência em Israel e na Palestina cada vez mais insuportável.</p>
<p>Já faz tempo que sinto vergonha das ocupações indecentes praticadas por colonos judeus em território palestino. Que dizer agora do bombardeio do navio com bandeira Turca que leva alimentos para nossos irmãos palestinos? Vergonha, três vezes vergonha!</p>
<p>Proponho que Simon Peres devolva seu prêmio Nobel da Paz e peça desculpas por tê-lo aceito mesmo depois de ter armado a África do Sul do Apartheid.</p>
<p>Considero o atual governo, todos seus membros, sem exceção,  merecedores por consenso universal do Prêmio Jim Jones  por estarem conduzindo todo um pais para o suicídio coletivo.</p>
<p>A continuar com a política genocida do atual governo nem os bons  sobreviverão e Israel perecerá baixo o desprezo de todo o mundo..</p>
<p>O Sr., Lieberman, que  trouxe da sua Moldávia natal vasta experiência com pogroms, está firmemente empenhado em aplicá-la contra nossos irmãos palestinos. Este merece só para ele um tribunal de Nuremberg.</p>
<p>Digo tudo isso porque um judeu humanista não pode assistir calado e indiferente o que está acontecendo no Oriente Médio. Precisamos de força e coragem para, unidos aos bons, lutar pela convivência fraterna entre dois povos irmãos.</p>
<p>Abaixo o fascismo!<br />
Paz Já!</p>
<p><em><strong>Silvio Tendler<br />
</strong>Cineasta</em></p>
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		<title>Repudiar a agressão covarde do terror sionista</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 17:26:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ataque a comboio humanitário reafirma caráter terrorista de Israel.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ataque que resultou na morte de 19 civis, com centenas de feridos, foi mais do que uma provocação. Ao atacar o comboio humanitário, conhecido como Frota da Liberdade, que pretendia entregar 10 mil tonadas de alimentos na Faixa de Gaza, o Estado de Israel reafirma seu caráter terrorista.</p>
<p>Esse é um dos piores episódios recentes da política belicosa perpetrada pelo Estado sionista. Significa uma agressão covarde e um ataque não apenas aos missionários e ao povo palestino, senão um ataque a todos os povos e democratas do mundo.</p>
<p>O dever de todos os governos, independentemente de sua visão política e ideológica, é a ruptura imediata das relações diplomáticas e comerciais com esse Estado assassino.</p>
<p>O PSOL reafirma seu compromisso com todas as iniciativas de solidariedade com o povo palestino. Vamos a participar do repúdio com os milhões que saíram às ruas nos cinco continentes para repudiar o terrorismo do Estado de Israel.</p>
<p><em><strong><br />
Secretaria de Relações Internacionais do PSOL</strong></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Resistência em Honduras é vítima de crimes de Estado</title>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 13:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pronunciamentos]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[pronunciamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia pronunciamento de Luciana Genro e notícia sobre novos assassinatos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A deputada Luciana Genro proferiu discurso na Câmara Federal nesta terça-feira, 18, denunciando a violência do Estado hondurenho à resistência popular que luta contra o golpe, imposto pelos militares em 2009. Confira mais abaixo notícia sobre novo assassinato de um membro da resistência hondurenha.</p>
<p>&#8220;Sr. presidente,</p>
<p>Honduras vive uma crise política e social desde junho de 2009. Após o golpe militar que depôs Zelaya, o país se tornou centro dos noticiários mundiais. Passados alguns meses de crise aguda, as eleições de novembro de 2009 reverteram o clima de solidariedade internacional contra o golpe. Foi uma auto-legitimação do golpe. Em abstenção histórica, menos de 30% dos cidadãos votaram. Mesmo assim, a tendência dos governos, especialmente de USA e Europa é o reconhecimento internacional das eleições ilegítimas de novembro.</p>
<p>Hoje, crimes de Estado estão sendo cometidos clandestinamente, como assassinatos, torturas e sequestros, contra ativistas da Frente Nacional de Resistência Popular, contra sindicalistas, jornalistas, professores e organizadores do povo em geral. Mais de 140 pessoas estão sofrendo processos judiciais ilegais, mais de cem foram exilados, e há incontáveis presos políticos e perseguidos. Os assassinatos já passam de 30. A última cartada da Corte Suprema de Honduras foi a demissão e expulsão arbitrária de cinco juristas que lideram a Associação de Juízes pela Democracia e que se manifestaram contra o golpe de Estado em 2009. Há um processo de higienização política e desmonte da capacidade do judiciário hondurenho de investigar crimes de Estado.</p>
<p>A única maneira de avançar na resistência, é por meio da investigação internacional dos crimes contra a humanidade cometidos pelos governos de Micheletti e Porfirio Lobo. Por iniciativa do PSOL, uma comitiva parlamentar brasileira foi a Honduras em 2009 e, apesar das contradições das posturas de cada partido que a compôs, foi uma proposta positiva. Agora, é mais importante; só a solidariedade internacional pode julgar e condenar os crimes sistematicamente praticados por agentes do Estado hondurenho. Por isso, propomos que o Brasil defenda a investigação e apuração dos crimes do Estado hondurenho contra a humanidade na Corte Internacional de Haia e que  o Brasil componha uma Comissão internacional e independente de investigação dos crimes do Estado hondurenho. Além disso é preciso que o Brasil apoie a Comissão da Verdade, proposta pela Frente Nacional de Resistência Popular para apuração dos crime e que o Brasil colabore para criar as condições políticas e jurídicas para que Zelaya volte ao país, sem que seja preso e julgado. Nosso país também precisa legitimar e apoiar o plebiscito popular pela Assembleia Constituinte, organizado pelo povo hondurenho para junho de 2010 e reconhecer a ampla força social e política da Frente Nacional de Resistência Popular como ator legítimo e responsável pela retomada da democracia no país.</p>
<p>Muito obrigada,<br />
<em><strong><br />
Luciana Genro</strong></em>&#8221;</p>
<p><strong>Denúncia de assassinato a outro membro da resistência em Honduras</strong><br />
<em><br />
O jovem de 27 anos era um ativo representante do grupo e fazia parte da comissão de segurança e disciplina da resistência. Era vítima de preseguições, ameaças e hostilidades por parte de agentes da inteligência do Estado.</em></p>
<p>A Frente Nacional de Resistência contra o golpe de Estado em Honduras, denunciou neste sábado a morte do dirigente Gilberto Alexander Núñez Ochoa, assassinado em sua residência ao sul de Tegucigalpa enquanto conversava com um amigo, e aproveitou para alertar a comunidade internacional para que ponha o olho no governo de Porfirio Lobo devido ao incremento da violência contra seus detratores nessa nação.</p>
<p>A integrante da Frente Bertha Cáceres, que participa na Cúpula dos Povos que ocorre em Madri, informou ao Telesur que o jovem de 27 anos era um ativo representante do grupo, e pediu aos países europeus, que insistem em convidar Lobo ao encontro de chefes de Estado e de governo da União Europeia-América Latina e Caribe (UE-ALC), que condenem a violação aos direitos humanos existente nesse país.</p>
<p>Alexander Núñez Ochoa fazia parte da comissão de segurança e disciplina da resistência e era un dos membros que denunciava a infiltração de suspeitos durante as manifestações da Frente que tinham como objetivo provocar os comandos policiais, chamar a atenção das instâncias privada e pública. A vítima havia prestado depoimento ao Comitê de Familiares de Presos Desaparecidos em Honduras (Cofadeh), por sofrer perseguições, ameaças e hostilidades por parte de agentes da inteligência do Estado.</p>
<p>Ochoa chegou junto com seu amigo José Andrés Oviedo num táxi a sua casa e foram surpreendidos por dois indivíduos com armas de fogo que os assassinaram com múltiplos disparos.</p>
<p>Bertha Cáceres disse que apesar da situação, a Frente de Resistência segue de pé e iniciando a coleta de 100 mil assinaturas para propor uma Assembleia Constituinte.</p>
<p>Lobo assuniu o poder no último 27 de janeiro, logo após ser eleito num polêmico pleito em Honduras, que se realizou sob um governo de fato, instalado depois do golpe de Estado, e sem a observação da Organização dos Estado Americanos e da Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p><em>Fonte: Telesur</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O vulcão grego em erupção</title>
		<link>http://www.lucianagenro.com.br/2010/05/o-vulcao-grego-em-erupcao/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 11:46:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[grécia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Pedro Fuentes comenta protestos contra ajustes do governo à crise econômica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em abril passado, a nuvem provocada pelo vulcão da Islândia praticamente paralisou o tráfico aéreo europeu por cinco dias. Há alguns dias, a nuvem voltou a se manifestar, e foi então o momento de fechar aeroportos em Portugal e na Espanha. Trata-se de um fenômeno natural, que costuma ocorrer aproximadamente a cada cem anos.</p>
<p>Porém, há outro vulcão em erupção na Europa, e de natureza distinta ao da Islândia: um vulcão na Grécia. Este outro vulcão pode ter efeitos muito mais drásticos que o fechamento de aeroportos europeus. Na república helênica, o movimento social se assemelha a um vulcão que estourou como resposta aos planos de ajustes do governo social-democrata do PASOK, provocados pela brutal crise econômica no país.</p>
<p>Esta crise grega é um episódio a mais da crise que vive o capitalismo mundial desde 2007, e que se instalou agora com mais força na Europa, ainda que alcance, por enquanto, os países chamados depreciativamente de PIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia, Espanha).</p>
<p>O novo desta crise é que o plano de ajuste grego provocou uma intensa onda de luta dos trabalhadores e do povo, que faz recordar as lutas vividas nos fins dos 90 e começos de 2000 na Argentina, Equador e Bolívia, como resposta a situações similares. A diferença é que, naquele momento da América do Sul, a crise mundial não havia estourado com a intensidade com que agora se desenvolve desde a explosão da bolha financeira em 2008 nos EUA, a partir da quebra do Banco Lehman Brothers.</p>
<p>Por isso, sem nenhuma dúvida esta situação grega demonstra algo historicamente novo: confirma-se o que foi escrito nos artigos de Roberto Robaina e Pedro Fuentes, nos quais definimos que, a partir da crise de 2007-2008, entramos num novo período da situação mundial. Um giro histórico que está marcado pela maior crise do capitalismo, econômica e ecológica, por uma polarização social intensa, que é mais favorável aos socialistas e ao movimento de massas. Grécia requer atenção e apoio de todos os partidos e movimentos socialistas revolucionários do mundo. Porque neste país, a combinação entre crise econômica, crise política e resposta social, cria as condições para o surgimento de uma situação revolucionária como antes não se viu, desde décadas atrás na Europa.</p>
<p><strong>Um país quebrado<br />
</strong><br />
Como ocorreu na Argentina em 2001, a Grécia também acumulou um forte déficit público e privado, e uma grande dívida externa. A dívida estatal grega ascende à soma astronômica próxima de 300 bilhões de euros e seu déficit orçamentário em relação ao PIB é de mais de 13%. Desta dívida, 95% são títulos nas mãos de bancos europeus, principalmente alemães e franceses.</p>
<p>Num artigo publicado na ARGENPRESS, Manuel Giribets explica como se deu a entrada da Grécia na zona euro, em 2001. Ele denuncia que para lograr esta entrada, os governos gregos falsearam descaradamente os dados econômicos do país. “Goldman Sachs, um dos maiores bancos dos EUA, ajudou a ‘maquiar’ 15 bilhões de euros de dívida externa, como divisas e não como empréstimos em 2001, para que o país cumprisse os requisitos da UE em matéria de endividamento público”, assegura Giribets. Além disso, afirma que por essa operação o banco americano recebeu 300 milhões de euros de comissão, e mais 735 bilhões de euros no falseamento destes títulos a partir de 2002.</p>
<p>Como já vimos, nesta etapa crise, cheia de bolhas criadas por manobras financeiras, balanços fictícios e fraudulentos, os governos gregos também fizeram sua parte, mentindo que o déficit público era de 3,7%. Este era o déficit limite exigido pelos acordos da Comunidade Européia, e os requisitos agora estão saltando pelos ares em muitos países.</p>
<p>Giribets denuncia como o governo conservador – anterior ao atual governo social democrata de PASOK – preferiu endividar-se com os bancos estrangeiros ao invés de aumentar os impostos dos ricos para corrigir o déficit fiscal. A evasão fiscal da burguesia e da alta classe média grega é aterradora. As cifras dizem que 90% dos contribuintes declaram à Fazenda Pública entradas anuais de menos de 30 mil euros. Acredita-se que 20% da população grega ganha mais que 100 mil euros ao ano, ainda que menos de 1% o admitam. Só 15 mil pessoas declaram entradas superiores a 100 mil euros anuais. Irrisório, ainda que nesta conta não se inclua a Igreja, que detém 30% das propriedades do país e não paga impostos.</p>
<p>Daí também se explica o grande endividamento, com dinheiro conseguido através da venda de títulos a bancos europeus. A isso se acrescenta que 30% da economia do país é informal, e que o nível de pobreza alcança 21% da população, enquanto se estima que o desemprego chegue a 20%, afetando especialmente as faixas mais jovens.</p>
<p>A aceleração da crise provocou uma fuga de capitais que não cessa. Em janeiro passado, 8 a 10 bilhões de euros saíram do país, uma cifra superior à última emissão de títulos do Estado.</p>
<p>A crise, crescente em toda zona euro, produziu um estouro da bolha grega. Agora, o governo teve que reconhecer que o déficit alcança 13% (e não 3,7%, como as fraudes permitiram parecer) e que o endividamento supera 100% do PIB, ao que se soma uma dívida privada igual ou maior que a pública.</p>
<p>Os governos da zona euro duvidaram e demoraram no auxílio à Grécia. Finalmente, e depois que as bolsas sofreram uma estrepitosa queda em todo mundo, foi feito um “plano de salvação” da UE com apoio de Obama. Um plano de ajuda que alcança 750 bilhões de euros. Esse plano tem como objetivo evitar a moratória grega, e apoiar as economias comprometidas pela crise.</p>
<p>A contrapartida é um severíssimo plano de ajuste, que no caso da Grécia, é um dos mais ortodoxos e massacrantes que já se conheceu. Faz parte deste plano a redução do salário de todos os funcionários públicos em 10% a 20%; o congelamento de novos empregos por parte do Estado; o aumento da idade da aposentadoria, de 35 anos trabalhados para idade mínima de 63 anos sem considerar os anos trabalhados; o aumento nos preços da gasolina em 10%; a nova lei de impostos para produtos de comércio básico para o povo, que implica aumento entre 8% e 10%. Também o governo de PASOK planeja realizar mudanças radicais na seguridade social, privatizando grande parte desta, como o modelo chileno.</p>
<p>Estas medidas extremas são inevitáveis para um país que está na zona euro, já que por essa dependência não se pode simplesmente desvalorizar a moeda para reduzir salários, como foi feito na Argentina e no Brasil. Isso obriga ao capital os draconianos cortes diretos de salários, como parte do plano de ajustes.</p>
<p><strong>A reação dos trabalhadores e a greve geral<br />
</strong><br />
No dia 5 de maio, se realizou uma grande greve geral, com enormes manifestações de massas, incluindo a mobilização de mais de 300 mil trabalhadores na capital Atenas. A greve paralisou tudo: empresas do setor público e privado, pequenas lojas, e até os meios de comunicação. Os taxistas também aderiram. No dia seguinte, várias federações sindicais continuaram os protestos e dezenas de milhares de manifestante rodearão o edifício do parlamento grego, onde se aprovou as medidas do tal plano de ajuste.</p>
<p>Panagiotis Tzamaros, do Partido de Esquerda Internacionalista dos Trabalhadores, comentou que a marcha foi representativa de uma mobilização desde baixo: “Os sindicatos estiveram presentes não só através das federações grandes, mas também os sindicatos locais de trabalhadores tomaram parte com suas próprias faixas. Esse ativismo estabeleceu o tom. A raiva também foi característica da jornada. Dezenas de milhares de trabalhadores gritaram: ‘Hoje e amanhã, mais o tempo que for preciso, todos estamos em greve!’. A fúria inacreditável dos manifestantes inundou o centro de Atenas apesar da chuva sem precedentes de gás lacrimogêneo disparado contra os manifestantes pela polícia”.</p>
<p>A manifestação foi também excepcionalmente política. Os cantos da esquerda revolucionária foram assumidos pela imensa maioria dos manifestantes.</p>
<p>Panagiotis Tzamaros prossegue: “Por outra parte milhares de trabalhadores que votaram a favor de PASOK estavam ali, unindo-se com os partidários da esquerda e atacando um governo a respeito do qual alimentavam ilusões há poucos meses atrás. Agora eles cantavam: ‘Abaixo às medidas de austeridade!’. Esse sentimento também foi abertamente contra a direção sindical. O presidente da Confederação Geral de Trabalhadores Gregos (GSEE, segundo as siglas em grego), que também é um destacado membro do PASOK, foi vaiado por gente de seu próprio partido e isso o obrigou a cortar seu breve discurso”.</p>
<p>Panagiotis Tzamaros conta também que “em 5 de maio, a greve se viu surpreendida pela morte de 3 trabalhadores não grevistas empregados de uma sucursal do banco privado Marfim, que foi incendiado durante a manifestação. Foi comprovado que os trabalhadores do banco tinham solicitado licença do trabalho. Mas sob ameaça de demissão, a gerência os obrigou a permanecer – fato que por si só se tornou uma provocação, já que é bem conhecido que os bancos se convertem em alvos freqüentes durante as manifestações. Os manifestantes atacaram o edifício Marfim. Porém, ainda não foi comprovado se o fogo começou com coquetéis Molotov lançados pelos manifestantes ou com bombas de gás lacrimogênio lançadas pela polícia”.</p>
<p>E continua: “O que está claro é que para reforçar suas fortificações, a direção do banco havia fechado o edifício. Como resultado, quando o fogo se espalhou, os trabalhadores não puderam escapar – com o trágico desfecho da morte de 3 deles”.</p>
<p>O governo de PASOK está tentando usar a trágica morte dos 3 trabalhadores do banco Marfim para fazer frente à enorme resistência da classe trabalhadora do 5 de maio, por meio de uma política “mão de ferro” de “lei e ordem”. Não é casual que o governo tenha pleno apoio do partido de extrema direita fascista na imposição do programa de austeridade do FMI e da UE. O alvo dos ataques da extrema direita não é somente a coalizão de esquerda (SYRZA) e as organizações da extrema esquerda (como foi durante as manifestações de jovens militantes em dezembro de 2008), mas também o mais moderado Partido Comunista.</p>
<p>Finalmente, com apoio da direita as medidas de ajuste foram aprovadas no parlamento. Porém a situação segue aberta e é provável que este ascenso popular se aprofunde, como conseqüência dos grandes avanços que tem feito o movimento social de massas nos últimos anos. A greve geral significou um enorme salto na situação do movimento de massas grego e europeu.</p>
<p><strong>Acúmulo de lutas: a rebelião juvenil de 2008<br />
</strong><br />
Quando a crise grega se fez evidente, o governo da ‘Nova Democracia’ (partido herdeiro da direita fascista dos anos 30) iniciou uma política de planos de ajustes, que em geral foi combatida pelos trabalhadores. Greves dos setores públicos foram constantes durante todo período de governo do primeiro ministro Kostas Karamanlis (2004-2009).</p>
<p>A situação do governo ficou crítica no final de 2008, com o assassinato do estudante Alexandros Grigoropoulos, de 15 anos, vítima de um policial que lhe atirou no coração. Esse assassinato gerou uma onda de manifestações massivas e distúrbios no país, efervescência social que não ocorria na Grécia desde as históricas mobilizações, greves e ocupações estudantis de 1973-74, responsáveis pela queda da ditadura dos coronéis imposta em 1965.</p>
<p>O assassinato ocorreu num bairro popular de Atenas, onde os enfrentamentos entre policiais e grupos de jovens anarquistas são comuns. Milhões de manifestantes jovens, fartos da continua violência policial, apoderaram-se do centro de Atenas em questão de horas. Armados com “coquetel molotov” e pedras, os manifestantes atacaram símbolos da polícia, patrulhas, bancos e lojas. No dia 7 de dezembro, os protestos massivos foram espontâneos. No dia 8, uma nova mobilização foi convocada por partidos de esquerda, e unificou as lutas contra a violência policial, contra a crise econômica e contra o crescimento do desemprego entre os jovens. Depois se organizou greves nas universidades e, no dia 10 de dezembro, uma greve geral. As manifestações não pararam, mesmo se restringindo aos partidos de esquerda e, em particular, a setores anarquistas.</p>
<p>Panos Petrou, membro da Esquerda Internacionalista dos Trabalhadores (DEA – sigla em Grego), descreveu a situação nos seguintes termos. “A explosão de ira que se seguiu ao assassinato de Alexis, sintetizou todas as pressões que as pessoas sofreram durante anos: aumento de preços e medidas contínuas de austeridade que foram reduzindo drasticamente os salários dos trabalhadores; sistemática redução de gastos sociais que levou os hospitais, as escolas e os fundos de pensão a beira do colapso”.</p>
<p>A organização protagonista destas manifestações foi a ampla coalizão SIRYZA, da esquerda radical, na qual participam alguns setores socialistas de origem trotskista, entre eles o Partido Internacionalista dos Trabalhadores, e o Sinapysmos, um partido mais amplo dentro do qual coexistem setores mais reformistas. Nessa oportunidade a atuação do Partido Comunista foi decepcionante. Não só porque não fizeram nenhum esforço para organizar e politizar os protestos, mas também porque confundiram o povo com calúnias sobre “manifestantes provocadores”, e se colocaram ao lado daqueles que exigiam restauração imediata da “paz e ordem.”</p>
<p><strong>Outro governo PASOK: mais crise econômica e novos protestos<br />
</strong><br />
Menos de um ano depois, no dia 4 de outubro de 2009, o governo de direita sofreu uma dura derrota da social-democracia, do PASOK. Os escândalos de corrupção ajudaram a produzir esta derrota, porém também os 5 anos em que os trabalhadores acumularam experiências amargas com a política neoliberal, especialmente na juventude, com o assassinato do jovem estudante.</p>
<p>Como aconteceu em vários países da Europa, o Governo social-democrata, liderado por Papandréu Jr, eleito com a promessa de mudar a política social da direita, adotou o duro programa neoliberal de austeridade contra os trabalhadores, que nem mesmo a direita se atreveu a implementar.</p>
<p>Algumas das medidas, anunciadas a pretexto de reduzir a dívida, foram as mais duras que a Grécia conheceu.  A reação dos trabalhadores, que logo culminaria na greve geral do último 5 de Maio, não demorou. O Sindicato dos Servidores Públicos chamou uma greve em 11 de Março, chamado atendido pela Federação dos Trabalhadores do Setor Privado (GSEE), controlada pelo próprio PASOK. Estas medidas abriram crise inclusive dentro do partido do Governo, enquanto o ascenso social continuou. SIRYZA e o Partido Comunista ocuparam prédios do sistema de seguridade social e estão formando comitês de luta em diferentes cidades, liderados por ativistas e militantes de esquerda.</p>
<p>Ao mesmo tempo, está ocorrendo um fortalecimento da esquerda. No dia 25 de abril, a eleição da nova direção da Federação Grega de Trabalhadores do Setor Privado (GSEE), que até então era controlada pelo PASOK, expressou essa nova força. Ocorreu o 35° Congresso da GSEE, que faz parte da Confederação de Trabalhadores Gregos.</p>
<p>Segundo nos informa Costa Constantino, responsável pela comissão para América Latina do SINASPYSMOS (setor da coalizão SIRYZA), foram 44.000 trabalhadores ao pré-congresso, eleitos 439 delegados, que votaram a nova direção. A chapa aberta da qual participou SINASPYSMOS e outras forças de SIRYZA obteve 07 cargos na nova direção. O Partido Comunista 06 cargos e o PASOK, que era a força hegemônica, outros 06 cargos, ficando em terceiro lugar. Na eleição dos delegados para a Confederação dos Trabalhadores os resultados foram 08, 07 e 03, respectivamente.</p>
<p>Esta nova situação vem fortalecendo a esquerda, que não obteve bons resultados eleitorais em 2009, quando ganhou o PASOK. Segundo os companheiros do Partido Internacionalista dos Trabalhadores, se desperdiçou uma oportunidade. O KKE (sigla em grego para Partido Comunista Grego) ficou em terceiro com 7,5%, enquanto nas eleições anteriores havia alcançado 8,2%.</p>
<p>Por outro lado, SYRIZA conseguiu 4,6% dos votos e a eleição de 13 deputados. Na análise dos companheiros, este resultado se deveu a amplo voto útil no PASOK, para que alcançasse maioria parlamentar própria. O que não ocorreu nas eleições, ocorreu nas ruas e na luta política contra a crise. E as eleições sindicais da GSEE foram uma conseqüência disso.<br />
<strong><br />
O que virá? A luta acaba de começar</strong></p>
<p>A greve geral foi o primeiro passo. A crise continua e contagia toda a Europa. Ao mesmo tempo, a mobilização e a greve grega se converteram em um grande exemplo. E como disse Lênin: “se o discurso convence, o exemplo arrasta”. Os sindicatos franceses e espanhóis enviaram delegações para expressar sua solidariedade. Nos países europeus, os sindicatos e ativistas organizaram eventos de solidariedade em frente às embaixadas gregas.</p>
<p>A idéia de uma frente de resistência européia está amadurecendo. Prova disso foi a <a href="http://www.lucianagenro.com.br/2010/05/declaracao-de-partidos-de-esquerda-da-europa/" target="_self"><strong>declaração assinada por numerosos partidos de esquerda</strong></a>, entre eles SYRIZA, o Bloco de Esquerda de Portugal e o NPA da França, entre outros.</p>
<p>É possível que o plano de ajuda de 750 bilhões de euros postergue na Grécia o estalido da crise, porém não será a solução. A economia grega e dos países europeus mais fragilizados não vai se recuperar, e os governos neoliberais serão obrigados a aprofundar os ajustes anti sociais.</p>
<p>Os trabalhadores gregos estão dando um extraordinário exemplo de combatividade e unidade para enfrentar a crise e suas conseqüências. A pergunta é: o que acontecerá quando o ajuste for implementado? O que acontecerá quando os salários dos funcionários públicos forem rebaixados e quando os preços dispararem? O que acontecerá também quando os pequenos poupadores, com medo, saquem todo o seu dinheiro dos bancos?</p>
<p>Recordemos o que aconteceu na Argentina, numa situação similar. Houve uma mobilização geral contra os ajustes, que derrubou um governo numa semana e outro governo na semana seguinte. Naquela crise, o parlamento argentino votou o não pagamento da dívida externa.</p>
<p>Temos confiar que a combativa esquerda grega, que compõe a SYRIZA, atue sábia e unitariamente: medindo os tempos e através de políticas que mantenham viva a mudança de consciência produzida nas massas, graças às mobilizações. E que novas e maiores ações ampliem a experiência da luta grega. Terão que descobrir qual será o ritmo da resposta das massas, frente os futuros episódios da crise.</p>
<p>Como experiência, recordemos que na Argentina depois do “argentinazo” se conformaram grandes assembléias de bairro, que convocaram grandes marchas sob a consigna “que se vaya el gobierno y que se vayan todos” (que se vá o governo, e que saiam todos). A esquerda em vez de atuar unida, respondendo às necessidades do movimento de massas, disputou entre si a hegemonia das assembléias, estabelecendo uma luta entre posições táticas. Assim, perdeu a chance de fazer do “argentinazo” um movimento de avanço na consciência política nas massas. Só assim seria possível criar um pólo político capaz de aprofundar as lutas.</p>
<p>Numa crise desta envergadura, nós, socialistas, temos grandes possibilidades de disputar a direção e a hegemonia do movimento de massas.</p>
<p>É muito provável que, a longo prazo, não só se retomem as grandes mobilizações, mas também se aprofundem as reivindicações. As massas vão fazer sua experiência contra as medidas draconianas de ajuste quando estas se aplicarem, e vão perceber com seus próprios olhos que esta dívida é impagável. Que a grande burguesia não paga impostos e estes recaem sobre o povo pobre. Daí que consignas como o “não pagar a dívida”, “impostos para os ricos e não para o povo”, “assembléia constituinte para reorganizar o país sobre outras bases que permitam terminar com os privilégios dos ricos, nacionalizar os bancos e tirar o poder dos corruptos e do capital estrangeiro” podem estar colocadas.</p>
<p>O vulcão Grego recém começou sua primeira erupção.</p>
<p><em><br />
<strong>Pedro Fuentes</strong>, secretário de Relações Internacionais do PSOL</em></p>
<p><em>Fonte: <a href="http://internacionalpsol.wordpress.com/" target="_blank"><strong>Relações Internacionais do PSOL</strong></a></em></p>
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		<item>
		<title>Declaração de partidos de esquerda da Europa</title>
		<link>http://www.lucianagenro.com.br/2010/05/declaracao-de-partidos-de-esquerda-da-europa/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 12:02:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[PSOL acompanha as declarações da esquerda europeia sobre a crise.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Declaração sobre a crise europeia<br />
</strong></p>
<p>A crise econômica global continua. Enormes quantidades de dinheiro foram injetadas no sistema financeiro &#8211; US$ 14 bilhões para as medidas de salavação nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e zona do euro, US$ 1,4 bilhões no ano passado para novos empréstimos bancários na China -, tantos esforços para aportar uma nova estabilidade à economia mundial. Mas se esses esforços serão suficientes para produzir um reestabelecimento durável, a questão está aberta. O crescimento segue sendo muito débil nas economias avançadas, enquanto a greve segue aumentando. Existem temores de que está se formando uma nova bolha financeira, desta vez, centrada na China. O caráter prolongado da crise &#8211; a mais grave desde a Grande Depressão &#8211; é sintoma do fato de que suas raízes se fixam na própria natureza do capitalismo como sistema.</p>
<p>Depois de um severo aumento nas demissões, agora na Europa o foco da crise está no setor público e no sistema de proteção social. Os mesmos mercados financeiros que têm sido salvos graças aos planos de ajuda agora estão em pé de guerra contra o aumento da dívida pública que tais planos causaram. Pedem reduções massivas nos gastos públicos. Essa é uma tentativa com caráter de classe para fazer pagar os custos da crise, não para quem a provocou &#8211; em primeiro lugar, os bancos -, e sim aos trabalhadores. Não só aos empregados no setor público, e sim também a todos os usuários dos serviços públicos.</p>
<p>A Grácia está atualmente no olho do furacão. Como tantas outras economias europeias, a grega é particularmente vulnerável, em parte por ter acumulado dívidas durante a fase de expansão, em parte por que é incapaz de rivalizar com a Alemanha, o gigante da zona do euro. Sob a pressão dos mercados financeiros, da Comissão Europeia e do governo alemão, o governo de Georgios Papandréou abandonou suas promessas eleitorais e anunciou cortes que equivalem a 4% do produto nacional.</p>
<p>Afortunadamente, a Grécia possui uma história rica em resistências sociais desde os anos 1970. Após a revolta da juventude, em dezembro de 2008, o movimento operário grego tem respondido ao pacote de cortes governamentais com uma série de greves e manifestações. Saudamos também o exemplo de referendo na Islândia, no qual o povo rechaçou a proposta de repagar a dívida imposta pelos bancos.</p>
<p>Os trabalhadores gregos necessitam das solidariedades revolucionárias, de sindicalistas e anticapitalistas de todos os países: a Grécia é o primeiro país europeu a se encontrar no alvo dos mercados financeiros, mas sua lista de objetivos potenciais compreende muitos mais, em primeiro lugar os Estados espanhol e português.</p>
<p>Precisamos de um programa de medidas que possam tirar a economia da crise com base numa prioridade das necessidades sociais, mais que benefícios, e que emponha um controle democrático de mercado. Devemos lutar por uma resposta anticapitalista: nossas vidas, nova saúde, nossos empregos valem mais que seus benefícios.</p>
<p>- Todos os cortes nos gastos públicos internos devem parar ou ser revertidos: não às &#8220;reformas&#8221; dos sistemas de aposentadoria, de saúde e de educação, que não se vendem;<br />
- Garantia do direito a emprego e programa de criação de empregos públicos verdes: transportes limpos, indústrias de emergias renováveis e adaptação dos edifícios públicos e privados para reduzir as emissões de dióxido de carbono;<br />
- Criação de um sistema bancário e financeiro público unificado sob controle popular;<br />
- Imigrantes e refugiados não devem ser tidos como os culpados pela crise;<br />
- Não aos gastos militares: retirada das tropas ocidentais de Iraque e Afeganistão, reduções massivas de gastos militares e dissolução da Otan.</p>
<p>Decidimos organizar atividades de solidariedade por toda a Europa contra as reduções de investimentos sociais e os ataques capitalistas. Uma vitória dos trabalhadores gregos reforçará a resistência social em todos os países.</p>
<p>Grécia: Aristeri Anasynthes, Aristeri Antikapitalistiki Syspirosi, Organosi Kommuniston Diethniston Elladas-Spartakos, Sosialistiko Ergatiko Komma, Synaspismos Rizospastikis Aristeras</p>
<p>Alemanha: Internationale Sozialistische Linke, Marx21, Revolutionär Sozialistischen Bund</p>
<p>Áustria: Linkswende</p>
<p>Bélgica: Ligue Communiste Révolutionnaire &#8211; Socialistische arbeiderspartij</p>
<p>Chipre: Ergatiki Dimokratia</p>
<p>Croácia: Radnička borba</p>
<p>Espanha: En lucha/En lluita, Izquierda Anticapitalista, Partido Obrero Revolucionario</p>
<p>França: Nouveau Parti Anticapitaliste</p>
<p>Grã-Bretanha: Socialist Resistance, Socialist Workers Party</p>
<p>Holanda: Internationale Socialisten, Socialistische Arbeiderspartij</p>
<p>Itália: Sinistra Critica</p>
<p>Irlanda: People Before Profit Alliance, Socialist Workers Party</p>
<p>Polônia: Polska Partia Pracy, Pracownicza Demokracja</p>
<p>Portugal: Bloco de Esquerda</p>
<p>Rússia: Vpered</p>
<p>Suíça: Gauche Anticapitaliste, Mouvement pour le Socialisme /Bewegung für Sozialismus, Solidarités</p>
<p>Turquia: Devrimci Sosyalist İşçi Partisi, Özgürlük ve Dayanışma Partisi</p>
<p><em><br />
Fonte: <a href="http://robertorobaina.blogspot.com/" target="_blank"><strong>robertorobaina.blogspot.com</strong></a></em></p>
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