Histórico
Histórico de outubro/2009
Mais um importante serviço de saúde está sendo fechado em Porto Alegre
Coordenador do Conselho Distrital de Saúde Glória/Cruzeiro/Cristal denuncia o fechamento de mais um importante serviço de saúde mental em Porto Alegre pela administração José Fogaça.
Era uma vez uma esquerda no PT…
A chamada esquerda do PT não tem mais nem discurso de esquerda. Arno Augustin, da mesma corrente do deputado estadual Raul Pont, que se apresentam como esquerda do PT, é secretário do Tesouro de Lula. Nesta quarta-feira ele esteve na reunião da CPI da Dívida Pública, e disse que a dívida está sob controle e pesa cada vez menos para o país,e também que os bancos não seriam os principais beneficiários do endividamento. Esqueceu de contar que o crescimento da dívida em apenas 16 dias representa mais que tudo que o governo federal gasta com saúde no ano inteiro. Somente nos primeiros 16 dias de outubro, esse processo já significou um crescimento de R$ 66 bilhões na dívida interna do Banco Central junto ao mercado, formada pelas chamadas “Operações de Mercado Aberto”, que possuem prazos curtíssimos. Somada à parcela da dívida do Tesouro Nacional junto ao mercado, a dívida interna total já soma R$ 1,881 trilhão!
A semana vista pelo PSOL
Orçamento 2010, dívida pública e privatizações como “solução”.
Para quem gosta de estudar
Uma boa dica para quem gosta de estudar marxismo, em particular Lukács, é o site do professor Sergio Lessa, prof. do Departamento de Filosofia da Ufal. Lá se encontra artigos e palestras dele próprio, dvds com aulas para baixar, publicações inéditas, traduções de Lucáks, Mészaros. Eu assiti o vídeo “Trabalho e sujeito revolucionário no debate contemporâneo”, um curso ministrado na pós-graduação da UFRN. Fiquei impressionada não só pelo nível de conhecimento do professor mas principalmente pela sua capacidade de transmitir esse conhecimento – coisa lamentavelmente rara nas universidades -, para não falar do entusiasmo que ele transmite aos alunos quando, ao explicar um problema teórico complexo, diz assim: “Olha só que legal.” E a gente acha legal mesmo! Vale a pena visitar: sergiolessa.com.
Luciana debate futuro da América Latina
O golpe em Honduras é um dos temas do evento que ocorre esta noite, ainda com a presença da vereadora Fernanda.
Geraldinho cobra apreciação de projeto de Luciana
Proposta para taxar grandes fortunas está parada em comissão da Câmara.
Dia de luta pela valorização do servidor público
Neste dia, prestamos nossa homenagem a esses profissionais fundamentais e que não recebem a devida valorização.
O futuro da América Latina em debate
O golpe em Honduras escancarou mais uma vez a polarização política que vive o nosso continente. O golpe contra Chávez na Venezuela havia sido o ápice dessa tensão. Derrotados pelo povo que foi às ruas e trouxe seu presidente de volta ao poder, os golpistas seguem tentando derrotar a revolução bolivariana. Nesse meio tempo tivemos a eleição de Evo Morales na Bolívia e de Rafael Correa no Equador, países onde a tensão também é grande pois, assim como na Venezuela, lá também a burguesia local e o imperialismo não se conformam em perder o controle sobre os recursos naturais, especialmente petróleo, gás e terras. Em Honduras a desculpa para o golpe seria uma suposta tentativa de Zelaya de aprovar a possibilidade de reeleição. Na verdade, a direita quis evitar a convocação de uma Assembleia Constituinte que poderia, a exemplo de Venezuela, Equador e Bolívia, mudar a estrutura política do país, aumentando a participação popular e colocando os recursos naturais a serviço dos interesses nacionais. Lula é a ponta mais atrasada desse processo, e acaba funcionando como uma espécie de “contra-exemplo” para os governos direitistas, como o de Uribe na Colômbia, criticarem a suposta radicalização de Chávez e seus aliados. Vamos fazer esse debate amanhã, quinta-feira, às 19h na sala 601 da Faculdade de Educação. Estarei eu, que estive acompanhando as eleições no Uruguai, a Fernanda Melchionna, que esteve no Peru como delegada ao encontro dos estudantes do Partido Nacionalista, e o Rodolfo Mohr, nosso jovem que esteve acompanhando a luta contra o golpe em Honduras. Aberto a todos os interessados!
Deputados enrolados na Operação Solidária
CPI apresentou áudios de Alceu Moreira e Eliseu Padilha negociando propina.
1989 – O ano que mudou o mundo
Excelente registro histórico do jornalista norte-americano Michael Meyer sobre os acontecimentos que mudaram o mundo em 1989. “1989 – O ano que mudou o mundo” relata os bastidores dos acontecimentos que nossa geração assitiu pela televisão, e talvez não tenha tido, na época, sua total dimensão. Na Polônia, Meyer acompanhou o renascimento do sindicato Solidariedade, cujo líder, Lech Walesa, viria a ser presidente. Na Hungria, o primeiro “furo” na cortina de ferro. Em Praga, Tchecoslováquia, ele esteve com Vaclav Havel, também futuro presidente daquele país quando aconteceu a Revolução de Veludo. Assistiu, ainda, a execução do ditador da Romênia Nicolae Ceausesco. Mas o momento culminante foi a queda do muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, que Meyer assistiu do lado leste da fronteira, e se juntou aos alemães que dançavam no alto do Muro da Vergonha.
Os acontecimentos de 1989 deixaram profundas marcas na esquerda de todo o mundo. Muitos lamentaram a “morte do socialismo”, mas outros tantos, como eu, viram naqueles acontecimentos a rebelião de um povo cansado da opressão e da miséria, em um sistema que nada tinha em comum com a idéia generosa do socialismo de Marx, Lênin e Trótsky. Em busca de liberdades democráticas e do fim da penúria econômica, esses povos acreditaram que o capitalismo era o caminho, pois do socialismo só conheceram uma grotesca imitação. O livro de Michael Meyer nos conduz às entranhas desse processo, fornecendo elementos para que cada um chegue às suas próprias conclusões. A mais evidente, contrariando os profetas do capitalismo, é que a história não acabou.
Governar com Judas?
A declaração de Lula, de que no Brasil Jesus teria que se aliar a Judas se quisesse governar, continua rendendo polêmica. Fui chamada a opinar em programa de rádio nesta manhã (9h30 na Gaúcha). Na verdade a discussão é sobre a legitimidade das alianças que Lula e o PT vêm fazendo, juntando-se a Collor de Mello, Sarney, Renan Calheiros e muitos outros da mesma espécie mas menos famosos. Tudo seria em nome da governabilidade, pois sem essas alianças Lula não conseguiria governar. Então quero discutir justamente isso. Afinal, para que tipo de medidas Lula necessita desses aliados? Seria para aumentar o salário mínimo, ou as aposentadorias? Seria quem sabe para acabar com o fator previdenciário que penaliza brutalmente quem vai se aposentar? Ou seria para implementar a proposta que regulamenta o imposto sobre grandes fortunas (aliás, proposta de minha autoria que há mais de ano aguarda votação)? Ou seria para a ampliação dos gastos na saúde ou educação, cortando as despesas com a dívida pública, que de fato é a maior no orçamento de cada ano? Não, nada disso. Lula precisa dessa base de sustentação para fazer o exato inverso disso tudo. Por exemplo, para impedir que o projeto que acaba com o fator previdenciário e o que aumenta as aposentadorias e pensões seja votado na Câmara. Para isso ele conta com os precisos apoios de Michel Temer, presidente da Câmara, e do PMDB, que controlando a pauta das sessões não põe as propostas em votação. Dou esse exemplo bem concreto para que todos compreendam o mecanismo da governabilidade. Ela serve para que medidas contra os interesses do povo sejam aprovadas ou mantidas, e não o inverso. Para aprovar medidas populares, o governo não necessitaria negociar com nenhum Judas. A pressão popular se encarregaria de garantir a governabilidade. Quem precisa de um Judas para se garantir é por que não está fazendo coisa boa!
A semana vista pelo PSOL
A taxação que não faz nem cócegas nos especuladores e outros assuntos.
Mandato de Pedro Ruas debate questão ambiental em Porto Alegre
Reunião ocorre nesta quinta-feira, às 18h30min, na Câmara Municipal.
O debate sobre 2010 no PSOL
A executiva nacional do PSOL, sabiamente, adiou a conferência eleitoral do partido para março do ano que vem. Crescem as chances de Heloísa Helena disputar o Senado, e o próprio diretório estadual de Alagoas solicitou a abertura da discussão sobre quem deve substituí-la na disputa presidencial. Três nomes já foram apresentados: Plínio de Arruda Sampaio, Milton Temer e Babá. Quero deixar meu testemunho sobre os dois últimos. Além da grande amizade que tenho com eles, Milton Temer e Babá são fundadores do PSOL, assim como eu e Heloísa Helena. Rompemos juntos com o PT, enfrentamos o desafio de coletar meio milhão de assinaturas para fundar o partido, e compartilhamos a análise da falência do PT a partir do momento em que Lula deu continuidade às políticas de FHC, com a reforma da previdência, Henrique Meirelles no Banco Central, Sarney et caterva como aliados, e fundamentalmente compartilhamos a necessidade de começar ainda em 2003 a construir uma alternativa. Se não tivesse sido assim o PSOL não poderia ter disputado a eleição de 2006, o que foi decisivo para nossa construção. Há ainda a possibilidade de apoio à Marina, debate que Heloísa solicitou que fosse aberto na executiva nacional. Marina pode se converter em um símbolo progressivo e capitalizar o apoio daqueles que não querem a continuidade de Lula e nem a volta do PSDB. Isso vai depender do perfil que ela imprimir à sua candidatura e da campanha que fará. Se ela quiser mesmo se converter em uma alternativa vai ter que mostrar que de fato é diferente. O PSOL tem um bom debate pela frente.
O martírio de quem precisa do SUS
O martírio de quem necessita do SUS para tratamento de saúde segue imenso. O Hospital Conceição tem na sua emergência 50 leitos e 10 macas mas atendia na segunda-feira simultaneamente 136 pessoas. Conheço de perto essa tragédia. Há alguns anos meu sogro ficou dois dias aguardando leito antes de falecer, lá no Conceição. Também foi lá que o presidente Lula esteve há cerca de dois anos inaugurando justamente a nova emergência e largou uma de suas pérolas: disse que “a saúde pública no Brasil está perto da perfeição”. A promotora de Defesa dos Direitos Humanos do MP, Ângela Rotunno, que mandou transferir os pacientes para outros hospitais, certamente não concorda com o presidente. Ela disse: – É uma ação para a emergência do Conceição. Teremos de tratar, em seguida, as causas da superlotação para evitar que isso se repita em seguida ali e em outros hospitais – avaliou ela. As causas são claras: o Rio Grande do Sul não cumpre a obrigação constitucional de destinar 12% da receita própria para a saúde, destinando pouco mais de 3%. O governo federal e o município também gastam pouco em relação às necessidades. Isso tem uma explicação: os que comandam o Estado, a cidade e o país, não usam o SUS, nem seus familiares. Se usassem a situação seria outra, com certeza.