Histórico
Histórico de agosto/2009
Heloísa Helena é confirmada presidente do PSOL
Nome para eleições presidenciais será decidido em conferência em outubro.
Correio do Povo, 24 de agosto de 2009
A área do antigo Estaleiro Só, na orla do Guaíba, conhecida como Pontal do Estaleiro, não poderá receber edificações residenciais. Esse foi o resultado da consulta popular que ocorreu ontem em Porto Alegre.
A semana vista pelo PSOL
O escândalo no Detran gaúcho, a CPI da Dívida Pública e outros assuntos.
Confira nota do MST sobre assassinato de sem-terra
Elton Brum foi morto pela BM durante desocupação da fazenda Southall.
“O risco que corre o pau, corre o machado”
Yeda agora tem duas mortes nas costas. Depois de Marcelo Cavalcante, o assassinato do companheiro do MST na fazenda Southall também não foi um mero acidente. Foi resultado de uma política deliberada de tratar os movimentos sociais com truculência, violência e desrespeito. Há algumas semanas comentei neste blog que Yeda estava se aconselhando com o cel. Mendes, seu ex-secretário de segurança e hoje juiz militar. Foram os conselhos dele que levaram a Brigada a ir com armas de fogo realizar a desocupação, desrespeitando todos os protocolos internacionais e nacionais de civilidade no tratamento das causas sociais, em especial da reforma agrária. A paz no campo só vai ser conquistada com reforma agrária e respeito aos movimentos sociais. De outra forma, o círculo da violência não se interromperá. Aqui no Congresso do PSOL, em SP, os companheiros do MTL – Movimento Terra Trabalho e Liberdade cantam um hino que demonstra o que pode acontecer se o governo segue na linha de violência contra quem luta: “O risco que corre o pau, corre o machado, não há o que temer. Aqueles que mandam matar, também tem que morrer.” Por isso seguimos insistindo: Fora Yeda e sua corja!
Congresso do PSOL já é vitorioso
No primeiro congresso fioram 7 mil militantes reunidos para eleger os delegados. Neste foram mais de 12 mil. O crescimento do PSOL é evidente. Na luta contra a corrupção, em defesa das reivindicações dos trabalhadores, denunciando a política como um balcão de negócios e mostrando que não somos parte deste esquema. É assim que o PSOL vem crescendo e se consolidando como uma alternativa à falsa polarizaçao entre o PT e o PSDB. AS divergências e o debate político tem que servir para avançarmos e sairmos unidos para enfrentar a burguesia e o imperialismo.Com Heloísa Helena à frente. Ela é a cara do PSOL!!
PSOL repudia ação da BM na fazenda Southall
Integrante do MST foi morto pela BM, durante mais um ato de repressão.
Correio do Povo, 21 de agosto de 2009
Onze senadores pediram ontem, sem sucesso, à Mesa Diretora que o plenário avalie a decisão do Conselho de Ética de arquivar as ações contra o presidente do Senado, José Sarney. Entre eles, José Nery.
Começa o II Congresso Nacional do PSOL
Eleições de 2010, crise econômica e movimento sindical serão debatidos em São Paulo.
Protocolado recurso ao Plenário contra arquivamento de representações
Documento pedindo reabertura de ações contra Sarney foi assinado por senadores de seis partidos.
Crise no PT
Marina Silva anunciou sua saída do PT. O senador Flávio Arns também. O líder da bancada no Senado, Aloísio Mercandante, pediu demissão do cargo. Os dois últimos por constrangimento diante do voto da bancada petista no Conselho de Ética, pelo arquivamento de todas as representações contra Sarney. Marina sai por que percebeu que não há mais espaço no PT para lutar por uma política ambiental consequente. Como ministra foi derrotada em todas as batalhas importantes que travou. Vai ser candidata a presidente pelo PV, e deve ser uma pedra no sapato de Dilma. Para nós que deixamos o PT no final de 2003, as conclusões expressas por esses senadores hoje não são novidade. O que o senador Arns disse – que foi o PT que abandonou suas bandeiras, e não ele – nós dissemos nos primeiros meses do governo Lula. Não é demais lembrar que o primeiro confronto de Heloísa Helena com o governo foi por que a bancada (com destaque para Mercadante), a mando de Lula, queria obrigá-la a votar em Sarney para presidente do Senado. Isso foi em fevereiro de 2003. Muitos diziam que ela era intransigente. Naquela época o governo Lula estava recém começando, e só os “radicais” ousavam ser uma voz discordante. Agora é mais fácil discordar, depois de tantas traições, mensalões e tudo mais. Mas não deixa de ser importante. A posição deles reflete, com certeza, as conclusões, e a pressão, de amplos setores da sociedade que perderam definitivamente as ilusões.
Domingo é dia de dizer não!
Consulta popular sobre Pontal do Estaleiro ocorre em 23 de agosto.
Correio do Povo, 20 de agosto de 2009
Neste domingo, a população de Porto Alegre vai decidir sobre o futuro da área da Ponta do Melo (onde ficava o Estaleiro Só). Em uma consulta popular, seremos questionados se concordamos com o uso residencial da orla do Guaíba na região. Se querem privatizar nosso pôr do sol, vão ouvir um grande e uníssono não!
Seminário muito interessante
A minha participação no seminário da Fundação Lauro Campos, ontem, foi muito produtiva. Pela manhã tivemos um interessante painel sobre a situação econômica mundial com os economistas François Chesnais (França), Jorge Bernstein (Argentina) e Leda Paulani (Brasil). Para sintetizar uso uma frase do professor argentino: “Não estamos vendo o início do fim da crise, como muitos dizem, mas sim o fim do seu início.” Em seguida participei de painel com vários camaradas latino-americanos, inclusive um dos líderes da resistência ao golpe em Honduras. Eles estão hoje no dia 53 da resistência, mantendo uma média de 100 mil pessoas todos os dias nas ruas do país, protestando contra o golpe. Apesar da retórica de Obama, está claro que a CIA está por trás do golpe. Na verdade há uma contra-ofensiva imperialista na América Latina, uma reação à existência de governos como o de Venezuela, Equador e Bolívia, que romperam com a dependência política do imperialismo e estão implementando políticas soberanas. O golpe em Honduras e as novas bases militares na Colômbia são uma expressão clara dessa tentativa de desestabilizar esses governos e derrotar os povos que começaram a conquistar sua verdadeira independência. No Brasil, estamos muito atrás. Lula não é o Uribe, da Colômbia, mas cumpre o nefasto papel de bombeiro na América Latina, contraponto às políticas de enfrentamento ao imperialismo levadas adiante em Venezuela, Equador e Bolívia. Por exemplo, enquanto na Bolívia eles estão nacionalizando o gás, aqui o nosso subsolo está nas mãos de Daniel Dantas. No Equador foi realizada a auditoria da dívida e aqui Lula segue sem questionar a sangria de recursos que consome 30% do orçamento do país em juros.
Seminário Internacional declara solidariedade a lutas sociais na América Latina
Milton Temer, presidente da Fundação Lauro Campos e fundador do PSOL, destacou que os temas tratados no seminário não são de interesse da grande imprensa brasileira, que está aliada ao grande capital.