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Aos 14 anos, aluna do colégio Júlio de Castilhos, engajou-se na militância estudantil e filiou-se ao PT. Professora da Inglês, Luciana começou a trabalhar aos 17 anos. Ela vive com o marido e o filho na zonal sul de Porto Alegre, numa casa no bairro Tristeza, onde também moram cinco cães e duas gatas, vários deles animais de rua que foram adotados pela família.

Luciana foi eleita deputada estadual em 1994, com 17 mil votos. Seu mandato foi marcado pelas lutas contra o governo Britto e o desmonte do Estado, através das privatizações da CEEE – Companhia Estadual de Energia Elétrica e da CRT – Companhia Riograndense de Telecomunicações, e da corrupção na CORSAN – Companhia Riograndense de Saneamento. Em 1998, reelegeu-se com mais que o dobro de votos e manteve a coerência mesmo tendo que fazer enfrentamentos políticos ao governo do PT. Foi nesse período que Luciana estreitou os laços com os trabalhadores em educação do Estado, ao manter-se ao lado da categoria em suas lutas em defesa do salário e da educação pública.

Em 2002, conquistou uma cadeira na Câmara Federal, obtendo 100 mil votos. Desde o primeiro dia de seu mandato, uniu-se a então senadora pelo PT Heloísa Helena, para combater os caminhos de capitulação do governo Lula. Junto com Heloísa, Babá e João Fontes, Luciana exigiu do governo que cumprisse os compromissos de campanha, assumidos com os trabalhadores e não com os banqueiros. Pressionados pela direção do partido, recusaram-se a calar e votar a favor da Reforma da Previdência, primeiro ataque frontal de Lula aos servidores públicos. Assim, em dezembro de 2003 os quatro parlamentares foram expusos do PT, numa histórica reunião da direção nacional do partido, momento em que Roberto Robaina, então membro da direção, anunciou sua saída junto com os parlamentares. Com eles, milhares de militantes desfiliaram-se, e outros tantos que simpatizavam ou apoiavam o PT perceberam que ali não havia mais espaço para a esquerda coerente.

O MES – Movimento Esquerda Socialista, corrente de Luciana e Robaina, colocou-se na linha de frente da construção do PSOL. Em 2004, iniciou-se o processo de construção do novo partido, com a coleta de meio milhão de assinaturas e a conquista da legalidade em 2005. Na primeira eleição em que participou, o PSOL apresentou Heloísa Helena como candidata a presidente, obtendo mais de 7% dos votos dos brasileiros. Luciana reelegeu-se deputada federal, sendo a candidata mais votada em Porto Alegre, com mais de 185 mil votos. Em 2008, concorreu pela primeira vez a um cargo executivo, obtendo mais de 9% dos votos para a prefeitura de Porto Alegre e ajudando o PSOL a conquistar duas cadeiras na Câmara Municipal, com Pedro Ruas e Fernanda Melchionna.

Como deputada federal, Luciana destacou-se como a primeira líder da bancada do PSOL. Também marcou seu mandato como membro da CPI do Apagão Aéreo, onde apresentou voto em separado denunciando a situação dos controladores de vôo e as irresponsabilidades que acarretaram o trágico acidente da TAM. Por seu trabalho na CPI, Luciana recebeu troféu da AFAVITAM – Associação dos Familiares das Vítimas do Acidente da TAM, e ficou conhecida com “madrinha” dos controladores de vôo.

Em dezembro de 2008, Luciana foi escolhida como a deputada federal que melhor representa a população brasileira, pelo site Congresso em Foco, ao lado de Fernando Gabeira.